Baixa umidade do ar somada à poluição gerada pela fumaça dos incêndios podem causar problemas respiratórios
A estiagem prolongada e as queimadas urbanas têm gerado grande preocupação em diversas cidades brasileiras. A fumaça proveniente desses incêndios afeta diretamente a saúde da população e o meio ambiente.
Impactos na saúde respiratória
A baixa qualidade do ar, agravada pelas queimadas, causa diversos problemas respiratórios. A fumaça, carregada de toxinas e cinzas, irrita olhos, nariz, garganta e vias aéreas, podendo agravar doenças preexistentes. O médico otorrinolaringologista Shaiim Mohamed Sheble recomenda que, ao perceber a chegada da fumaça, a população vede todas as janelas e portas, impedindo a entrada de partículas nocivas no ambiente. Após a dissipação da fumaça, ele aconselha a umidificação do ambiente com panos úmidos e a hidratação constante, tanto oral quanto nasal, com soro fisiológico.
Combate às queimadas e prevenção
Segundo os bombeiros, a grande maioria dos incêndios em matas é criminosa. Além dos danos ambientais, como a destruição de áreas verdes e a morte de animais, as queimadas causam grande desconforto à população. A prática de queimar terrenos e quintais, embora ainda comum, é ilegal em muitas cidades e contribui para o agravamento do problema. A conscientização da população sobre os riscos e a fiscalização das autoridades são fundamentais para reduzir a ocorrência de incêndios.
Leia também
Cuidados e recomendações
Manter-se hidratado, adotar uma boa alimentação e tomar precauções para melhorar a qualidade do ar dentro de casa são medidas essenciais para proteger a saúde durante a época de estiagem e queimadas. Em Ribeirão Preto, por exemplo, os bombeiros registraram uma redução significativa no número de ocorrências, mas os incêndios ainda afetam significativamente o meio ambiente e a saúde pública. A prevenção e o combate às queimadas exigem esforços conjuntos da população e das autoridades para garantir a segurança e o bem-estar de todos.



