Voluntário Ricardo Rivero sobrevoou a cidade de Roboré onde identificou focos de queimadas que não entraram no radar dos drones
Apesar da mudança recente nas condições climáticas, as queimadas e a proteção ambiental continuam em pauta nacional e internacionalmente. A Assembleia da ONU, por exemplo, acompanha de perto a situação.
Médico de Franca se torna voluntário no combate a incêndios na Bolívia
Enquanto o cenário de queimadas preocupa autoridades e especialistas, um médico da região de Franca, São Paulo, decidiu agir. Ricardo Rivera, que também atende em Ipuã, viajou até Roboré, na Bolívia, para combater os incêndios na região. Ele tirou 10 dias de férias para se dedicar ao trabalho voluntário, impulsionado pela preocupação com a destruição da floresta amazônica.
Ação e Destruição: Combate Aéreo e Terrestre
Utilizando um paramotor, Rivera sobrevoou a área atingida, identificando focos de incêndio que haviam passado despercebidos pelos drones. Sua visão privilegiada permitiu um combate mais preciso. Após o sobrevoo, ele se juntou a outros voluntários no combate direto às chamas. A dimensão da destruição presenciada por ele foi impactante, com a perda significativa de floresta e a consequente ameaça à fauna local. As autoridades bolivianas estimam que cerca de 30 mil quilômetros quadrados foram destruídos em Roboré.
Solidariedade Transfronteiriça
Após retornar ao Brasil, Rivera acompanha a situação e pretende voltar à Bolívia para continuar ajudando. A situação crítica de incêndios, tanto na Bolívia quanto no Brasil, demonstra a necessidade de mais voluntários e ações para proteger a floresta amazônica. A atitude de Rivera destaca a solidariedade e a preocupação de indivíduos com a preservação ambiental, mesmo em contextos internacionais.



