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Médico desabafa sobre dificuldades no combate ao coronavírus

O cardiologista Paulo Sadala conversou com a CBN e detalhou o cenário dentro dos hospitais
combate ao coronavírus
O cardiologista Paulo Sadala conversou com a CBN e detalhou o cenário dentro dos hospitais

O cardiologista Paulo Sadala conversou com a CBN e detalhou o cenário dentro dos hospitais

Recentemente, o médico cardiologista e intensivista Paulo Sadala usou as redes sociais para desabafar sobre sua rotina e as mudanças nos protocolos hospitalares com a chegada da Covid-19. Em entrevista à CBN, ele detalhou os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde.

Desafios na UTI

Sadala relatou o alto número de profissionais de saúde infectados, atribuindo parte disso à falta de treinamento adequado e ao comprometimento com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs). Quanto aos medicamentos, ele explicou que a utilização em larga escala de algumas drogas para pacientes entubados, tanto com Covid-19 quanto com outras doenças graves, está causando a diminuição dos estoques, devido à dificuldade das empresas em produzir o volume necessário em função da falta de matéria-prima. A situação gera incerteza sobre a disponibilidade desses medicamentos no futuro.

A Importância da Informação e o Alerta nas Redes Sociais

O vídeo de Sadala nas redes sociais teve grande repercussão. Ele explicou que o vídeo surgiu após um plantão de 36 horas, durante uma conversa com um amigo intensivista. Motivado pela necessidade de alertar a população sobre a gravidade da situação e a desinformação na internet, ele decidiu compartilhar sua experiência. Sadala acredita que a conscientização da população só ocorrerá quando pessoas próximas forem afetadas pelo vírus.

Recomendações para a População

Para conter o avanço da pandemia, Sadala recomenda o distanciamento social (1,5 a 2 metros), o uso de máscaras (não para proteção individual, mas para evitar a transmissão para outras pessoas), e a higienização frequente das mãos. Ele reconhece que a máscara caseira não é ideal, mas é melhor do que nenhuma proteção. Sadala também destaca os principais grupos de risco: pessoas acima de 60 anos, obesos, hipertensos, diabéticos e portadores de cardiopatias. Ele defende uma liberação parcial e progressiva das atividades, desde que monitorada e com conscientização da população.

Sadala finaliza enfatizando a importância da colaboração de todos para superar a pandemia o mais rápido possível. Sua intenção, ao compartilhar sua experiência, é puramente informativa e educativa, sem qualquer conotação política.

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