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Médico do HC afirma que as filas por cirurgias eletivas se intensificaram durante a pandemia, mas que o problema é antigo

Segundo José Sebastião dos Santos, desde 2018 o quadro de profissionais é deficitário; fila por cirurgia pode levar meses
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Segundo José Sebastião dos Santos, desde 2018 o quadro de profissionais é deficitário; fila por cirurgia pode levar meses

Segundo José Sebastião dos Santos, desde 2018 o quadro de profissionais é deficitário; fila por cirurgia pode levar meses

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, maior da região, enfrenta um grande acúmulo de cirurgias eletivas. A espera, que chegou a seis meses antes da pandemia, com mais de 7 mil pessoas na fila, ainda persiste.

A Crise e seus Fatores

A pandemia agravou a situação, com o remanejamento de recursos para o combate à Covid-19. A redução de procedimentos programados, iniciada em 2018, se intensificou, resultando em uma extensa fila de espera. A falta de aportes financeiros do governo estadual e a perda de servidores, cerca de 500, contribuem para o problema. A dificuldade em reter profissionais de enfermagem e anestesiologistas também impacta a capacidade de atendimento.

Tipos de Cirurgias Atingidas e Consequências

As cirurgias afetadas incluem procedimentos ortopédicos, oftalmológicos (como catarata), e do aparelho digestivo (pedra na vesícula, hérnias). O adiamento dessas cirurgias leva à complicação dos quadros clínicos, aumentando os custos e o sofrimento dos pacientes. Muitos acabam recorrendo a atendimentos de urgência, sobrecarregando o sistema de saúde. Pacientes frequentemente realizam exames por conta própria, sem a garantia de tratamento posterior.

Soluções e Perspectivas

A solução passa por investimentos em contratação de servidores e uma mudança de postura política. A administração do hospital já apresentou ao governo estadual as necessidades para retomar o funcionamento de 2017/2018. Entretanto, a priorização de recursos para organizações sociais de saúde, em detrimento dos hospitais universitários, demonstra uma falta de visão estratégica para o sistema de saúde público. A situação é preocupante, com leitos e salas cirúrgicas ociosas devido à falta de pessoal. É necessário que políticos e órgãos de controle pressionem o governo para garantir a manutenção e o funcionamento adequado dos hospitais de ensino, assegurando o atendimento integral à população.

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