SVOI passou a funcionar em dias alternados por não ter médicos e técnicos para preencher a escala de trabalho
O serviço de verificação de óbitos de Ribeirão Preto enfrenta uma grave crise de falta de pessoal, o que está causando atrasos significativos no sepultamento de corpos.
Falta de pessoal e consequências
De acordo com o médico e diretor do serviço, Marco Aurélio Guimarães, a falta de concursos públicos para contratação de funcionários desde 2014 resultou em uma redução drástica da equipe. Atualmente, o serviço conta com apenas três médicos e três técnicos, tornando inviável o atendimento 24 horas por dia. Como consequência, famílias podem esperar até dois dias para enterrar seus entes queridos, dependendo do horário em que o óbito ocorre.
Números e impacto na população
Antes da pandemia, o serviço atendia entre 1.000 e 1.200 casos por ano. Atualmente, com a retomada gradual das atividades, esse número gira em torno de 100 a 150 casos por mês. Para atender à demanda e garantir um funcionamento adequado, Guimarães estima que o mínimo necessário seria o dobro da equipe atual: seis médicos e seis técnicos. O diretor explica que a limitação de pessoal impacta diretamente a população, pois o serviço só recebe corpos até as 19h, e se um óbito ocorrer após esse horário, a família só poderá enterrar o corpo no dia seguinte, aumentando o tempo de espera em até 36 horas.
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Providências e perspectivas
O serviço já protocolou um ofício ao Conselho Regional de Medicina e à Câmara Municipal, expondo a situação e solicitando providências. A direção do serviço também está buscando apoio junto à USP e ao governo estadual para encontrar uma solução emergencial. Enquanto isso, a equipe busca melhorar a comunicação com as famílias, buscando obter informações necessárias para agilizar o processo de necrópsia e reduzir o tempo de espera. A transparência e a comunicação direta com os familiares são medidas paliativas para amenizar o sofrimento das famílias nesse momento difícil.



