Laerte Fogaça está preso preventivamente desde 1º de junho; homem responde pelo crime de violação sexual mediante fraude
Médico e vereador preso por violação sexual de cinco pacientes
Abusos sistemáticos em consultório
Laerte Fogassa de Souza Filho, médico ortopedista e vereador de Ituverava, foi preso pela Polícia Civil de Garça acusado de violação sexual contra cinco pacientes. O inquérito, concluído na terça-feira, aponta que Fogassa agia de forma sistemática em seu consultório, que não possuía câmeras de segurança, o que contribuiu para a impunidade dos crimes. Os abusos ocorriam em local fechado, com portas trancadas, sem vigilância e longe de testemunhas.
Afastamento da Câmara e processo por erro médico
Além da prisão, a Câmara de Ituverava afastou Fogassa do cargo de vereador. Uma comissão processante foi instalada e pode resultar na perda do mandato do parlamentar em até 90 dias. Fogassa também responde a um processo judicial por erro médico, movido por um paciente que teve a perna amputada após uma cirurgia realizada pelo ortopedista. O médico está preso preventivamente na cadeia pública de Franca desde a quinta-feira anterior à publicação desta reportagem.
Denúncia e investigação
A investigação teve início a partir de uma denúncia feita em 24 de maio. Uma vítima relatou ter sido abusada sexualmente em duas ocasiões, em abril e maio, mas teve receio de denunciar devido à falta de câmeras de segurança no consultório. O inquérito inclui depoimentos das cinco vítimas, que descrevem um padrão de comportamento abusivo por parte do médico. A defesa de Fogassa nega todas as acusações.
O caso destaca a importância da segurança em consultórios médicos e a necessidade de mecanismos que protejam pacientes de abusos. A prisão de Fogassa e as investigações em curso demonstram o compromisso das autoridades em apurar os crimes e garantir justiça às vítimas.



