Ouça a coluna Filhos e Companhia, com o pediatra Ivan Savioli Ferraz
Em diversas cidades brasileiras, a campanha de vacinação contra a poliomielite apresentou baixa adesão, deixando milhares de crianças sem a imunização necessária. Em Ribeirão, por exemplo, cerca de 15 mil crianças não foram vacinadas, mesmo com a prorrogação da campanha.
O que é a Poliomielite?
A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infecciosa causada pelo poliovírus. A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral (através de mãos contaminadas e gotículas de saliva) e, embora 90-95% dos casos sejam assintomáticos, 1% pode resultar em paralisia, afetando principalmente os membros inferiores e podendo levar à morte. O Brasil eliminou a doença em 1989, mas o risco de reintrodução do vírus existe devido à baixa cobertura vacinal em países como Afeganistão e Paquistão.
Resistência à Vacinação: Quais os Motivos?
A resistência à vacinação contra a poliomielite, e outras doenças, pode ser atribuída a três fatores principais: o receio de contaminação por Covid-19 em unidades de saúde, a diminuição da percepção de risco devido à ausência da doença por décadas e a disseminação de fake news sobre as vacinas. A baixa adesão não é um problema recente; há cinco anos o Brasil não atinge as metas de cobertura vacinal.
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Mudança de Estratégia e Conscientização
Para reverter esse cenário, é necessário ampliar a divulgação das campanhas de vacinação, como ocorria no passado, além de monitorar e combater a desinformação sobre as vacinas. A conscientização dos pais sobre a segurança e a importância das vacinas é crucial. Apesar do término da campanha, pais que ainda não vacinaram seus filhos devem procurar as unidades de saúde para atualizar a carteira de vacinação, pois ainda há doses disponíveis.