Laerte Fogaça estava afastado do Legislativo; ao menos seis mulheres denunciaram o parlamentar que também é ortopedista
O médico Laerte Fogassa, suspeito de abusar sexualmente de pacientes em diversas cidades da região, renunciou ao cargo de vereador em Ituverava. Ele estava em seu primeiro mandato e alvo de uma sindicância que analisava sua cassação, além de estar afastado do cargo por 90 dias.
Renúncia e Investigação
A renúncia ocorreu após a Polícia Civil de Igarapá, onde Fogassa atendia em um hospital, abrir um inquérito por violação sexual mediante fraude. Ele é suspeito de abusar de pelo menos seis mulheres. Em 24 de maio, foi detido após denúncia de uma paciente que relatou ter sido molestada durante uma consulta. Apesar de ter passado mal e ficado sob escolta hospitalar, foi liberado no dia seguinte pela justiça. Contudo, em 31 de maio, a prisão foi decretada pelo Ministério Público e Fogassa foi encaminhado para a cadeia do Guanabara em Franca.
Prisão e Liberdade
Dez dias depois, o Supremo Tribunal de Justiça concedeu um habeas corpus, e Fogassa foi solto para responder em liberdade. Seu registro no Conselho Regional de Medicina foi suspenso, impedindo-o de exercer a profissão. A pena para o crime de violação sexual mediante fraude, pelo qual é investigado, varia de dois a seis anos de prisão. O inquérito policial ainda está em andamento, aguardando aceitação pelo Ministério Público e posterior julgamento. Uma condenação futura acarretaria o cumprimento da pena.
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Desdobramentos e Repercussão
O caso, que teve início em 24 de maio com a denúncia de uma paciente, continua sendo acompanhado pelas autoridades. A repercussão é significativa, não apenas em Igarapá e Ituverava, onde Fogassa atuava como vereador, mas em nível nacional. A gravidade dos fatos e os desdobramentos do processo seguem sendo monitorados pela imprensa e pela população.



