Laerte Fogaça Filho, que também é vereador, foi preso ontem (24) depois que uma paciente denunciou que ele passou o pênis nela
Médico suspeito de abuso sexual é solto, mas com restrições
Prisão e Liberdade
O ortopedista Laerte Fogaça de Souza, vereador em Ituverava e médico em Igarapava, foi preso em flagrante na quarta-feira após denúncia de abuso sexual por uma paciente. Ele passou a noite na Santa Casa da cidade sob escolta policial após passar mal. No entanto, na quinta-feira, Laerte foi liberado após audiência de custódia, mediante pagamento de fiança de R$ 40.000 e cumprimento de medidas cautelares.
Restrições e Novas Denúncias
Entre as restrições impostas, Laerte está proibido de se aproximar das vítimas e testemunhas, além de não poder atender mulheres em clínicas ou hospitais, exceto em casos de urgência e emergência. Ele também não pode deixar a cidade por mais de cinco dias sem autorização judicial. Após sua soltura, novas vítimas procuraram a delegacia para denunciar o médico, relatando casos de assédio e abuso durante consultas médicas.
Investigações em Andamento
As investigações sobre os casos estão em andamento em diferentes cidades, com o delegado responsável garantindo a união dos inquéritos. A semelhança entre os relatos das vítimas, que descrevem abusos em ambientes fechados e sem testemunhas, torna a palavra das vítimas crucial para as investigações. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) e a Unimede também anunciaram a abertura de investigações internas. A defesa de Laerte afirma sua inocência. A Câmara Municipal de Ituverava e a prefeitura de Aramina se recusaram a comentar o caso, enquanto a Santa Casa de Guará confirmou ter acolhido uma vítima e registrado a denúncia.
O caso destaca a importância de denunciar crimes sexuais e a necessidade de investigações rigorosas para garantir justiça às vítimas. A repercussão do caso evidencia a fragilidade das mulheres em situações de vulnerabilidade e a importância da proteção e do amparo legal.


