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Médico suspeito de recusar atendimento pede dispensa da Santa Casa de São Joaquim da Barra

Especialista teria sido negligente na assistência à uma idosa, além de ter desdenhado do estado de saúde da paciente
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Especialista teria sido negligente na assistência à uma idosa, além de ter desdenhado do estado de saúde da paciente

Especialista teria sido negligente na assistência à uma idosa, além de ter desdenhado do estado de saúde da paciente

Médico suspeito de recusar atendimento a idosa pede demissão

Médico se demite após denúncia

O médico Luiz Otávio Vilena, suspeito de negar atendimento a uma paciente de 85 anos em razão da idade, pediu demissão da Santa Casa de São Joaquim da Barra na sexta-feira. A decisão foi confirmada pelo hospital em nota oficial, após reunião com o profissional, que foi imediatamente afastado de suas funções.

Nega as acusações e alega investigação leviana

Vilena nega as denúncias, classificando-as como levianas, e afirma que aguardará a conclusão das investigações para tomar as medidas judiciais cabíveis. Seu advogado, Alexandre Nader, ressalta a ausência de acusação formal do Ministério Público, tratando-se apenas de uma denúncia em investigação.

Investigação em andamento

O caso envolve Sirávila Leonete, de Ipuã, que sofreu uma parada cardiorrespiratória ao dar entrada na Santa Casa de São Joaquim da Barra, após ser levada de ambulância por uma equipe da Santa Casa de Ipuã. Testemunhas relatam que Vilena teria afirmado que “não compensava investir” em manobras de ressurreição devido à idade da paciente. A idosa foi reanimada pela equipe de Ipuã. A Polícia Civil investiga a possibilidade de tentativa de homicídio, considerando que a suposta atitude do médico pode ter colocado a vida da idosa em risco. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) também abriu uma sindicância para apurar a denúncia.

A defesa do médico nega a recusa de atendimento, atribuindo a responsabilidade à equipe do pronto-socorro de Ipuã, que transferiu a idosa devido à piora do seu estado de saúde. O advogado argumenta que a manobra foi realizada pelo médico de Ipuã por conta do desespero gerado por um confronto com Vilena sobre um sedativo administrado antes da chegada à unidade. A Santa Casa, segundo a defesa, que também representa o hospital, concluiu que a denúncia não corresponde à realidade.

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