Índices de infecção sofreram queda nos últimas dias, mas segundo especialistas, contágio ainda é alto no município
Queda nos casos, mas alerta permanece
Apesar da redução de 30% nos casos de coronavírus e 20% nas mortes em Ribeirão Preto nas últimas duas semanas, a taxa de infecção permanece alta, mantendo especialistas em alerta. Segundo o pesquisador titular da Fiocruz, Rodrigo Estabili, a taxa de transmissão ainda está em torno de 1 ou acima, significando que cada 100 pessoas infectadas podem contaminar mais 100. Somente quando essa taxa cair abaixo de 1, a probabilidade de segurança aumenta significativamente.
Preocupação com internações
O número de internações em Ribeirão Preto também é motivo de preocupação. Com mais de 350 pessoas com sintomas graves internadas, o maior número desde o início do mês, os médicos, embora vejam uma estabilidade, alertam para a doença ainda não estar controlada na cidade. O professor da Faculdade de Medicina da USP, Mauri Leles da Alfabeto, compara a situação à descida de uma montanha: o pico foi atingido, e agora se inicia a descida, mas o caminho ainda é longo até que a epidemia esteja sob controle.
Cautela com a flexibilização
O pesquisador da USP, Domingos Alves, reforça a necessidade de cautela com a flexibilização das medidas de isolamento. O vírus continua circulando com intensidade, e a população não deve se descuidar, achando que a epidemia já passou. A taxa de ocupação de leitos de enfermaria na cidade está em 66%, demonstrando que a situação ainda requer atenção e cuidados.
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A situação em Ribeirão Preto demonstra uma tendência de queda nos números da pandemia, mas a taxa de transmissão ainda elevada e o alto número de internações exigem cautela e a manutenção de medidas preventivas. A população deve permanecer vigilante e seguir as recomendações das autoridades de saúde para evitar novos surtos e garantir a segurança coletiva.



