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Médicos apontam os benefícios do canabidiol no tratamento do mal de parkinson e alzheimer

Confira o quarto episódio da série 'Os Benefícios da Cannabis', com Marcius Ariel
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Confira o quarto episódio da série 'Os Benefícios da Cannabis', com Marcius Ariel

Confira o quarto episódio da série ‘Os Benefícios da Cannabis’, com Marcius Ariel

A série de reportagens de Márcio Zariéu sobre cannabis trouxe à tona o uso medicinal da planta para auxiliar idosos com doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer. O foco desta quarta reportagem é o impacto positivo da cannabis na qualidade de vida desses pacientes.

Um caso de sucesso: Osmar e seu pai

Osmar Oliveira, um encanador de Ribeirão Preto, cuida de seu pai, Sebastião, de 73 anos, que sofre de Parkinson e teve um AVC. Após iniciar o tratamento com cannabis por meio de uma associação, Osmar notou melhoras significativas na saúde física e psicológica do pai: melhora no sono, na alimentação, na mobilidade e na interação com o ambiente. “A pele dele voltou a ficar mais hidratada. Relaxou um pouco a musculatura do corpo, ficou bem relaxado. Ele dorme muito bem, cara. Inclusive ele melhorou os movimentos, né? Passou a comer sozinho, coisa que ele não fazia”, relata Osmar.

Cannabis e o tratamento de doenças neurodegenerativas

A Associação Flor da Vida, em Franca, também utiliza a cannabis no tratamento de idosos com diversas condições. Enorme Machado de Moraes, presidente e fundador da associação, destaca o efeito neuroprotetor da cannabis e sua capacidade de melhorar a comunicação entre neurônios. O médico Joaquim Daniel Silva reforça a existência de pesquisas comprovando os benefícios da cannabis em casos de Parkinson e Alzheimer, atuando como terapia complementar ao tratamento convencional. Ele enfatiza a importância de tratar o paciente como um todo, considerando suas necessidades individuais, e não apenas a patologia em si. A cannabis também tem demonstrado eficácia no alívio da dor em pacientes com artrite e artrose, atuando sobre os receptores opioides e vaniloides, embora não reestruture a articulação.

O desafio legal do cultivo medicinal

Atualmente, o cultivo de cannabis para fins medicinais é proibido no Brasil. O único recurso legal disponível é o habeas corpus preventivo, que protege quem decide produzir seu próprio remédio, como explica o advogado Antônio de Pádua Apinto Filho. Essa medida, apesar de não ser uma autorização, impede que as autoridades confisquem as plantas utilizadas para o tratamento. A discussão levanta a necessidade de atualização das leis para acompanhar as mudanças sociais e a crescente demanda por tratamentos com cannabis medicinal.

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