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Médicos brasileiros se especializam na Coreia e trazem procedimento que trata o câncer na tireoide

Método, chamado de ablação, destrói os nódulos através de um eletrodos que emite ondas de calor
Médicos brasileiros se especializam na Coreia
Método, chamado de ablação, destrói os nódulos através de um eletrodos que emite ondas de calor

Método, chamado de ablação, destrói os nódulos através de um eletrodos que emite ondas de calor

Um método cirúrgico inovador para o tratamento de nódulos na tireoide, Médicos brasileiros se especializam na Coreia e trazem procedimento que trata o câncer na tireoide, chamado ablação, tem ganhado destaque por não deixar cicatriz no pescoço e oferecer uma alternativa minimamente invasiva à cirurgia tradicional. Desenvolvida inicialmente na Coreia do Sul para nódulos benignos, a técnica já é aplicada em outros problemas da glândula, incluindo alguns tipos de câncer.

Dois médicos radiologistas da capital brasileira, capacitados na Coreia do Sul, têm obtido sucesso com esse procedimento. O dr. Erivelto Wolpe, especialista em tireoide, explicou que o princípio da ablação consiste na destruição do nódulo por meio do calor. Um eletrodo fino é inserido dentro do nódulo, gerando uma onda controlada de calor que pode atingir até 90 graus Celsius, provocando a necrose, ou seja, a morte das células do nódulo. Todo o processo é guiado por ultrassom.

Após alguns dias, a necrose se transforma em um coágulo, semelhante a um hematoma, que o organismo começa a absorver lentamente. O procedimento é realizado sob anestesia local, às vezes com sedação leve, não requer cortes nem internação hospitalar, o que possibilita uma recuperação rápida. Em geral, os pacientes retornam às suas atividades normais em dois a três dias.

Vantagens do procedimento: O principal objetivo da ablação é tratar o nódulo preservando o tecido saudável da tireoide, algo que não é possível com a cirurgia convencional. Dessa forma, evita-se a necessidade de internação hospitalar e mantém-se a qualidade de vida dos pacientes. Mais de 98% dos pacientes submetidos à ablação não precisam de reposição hormonal, o que significa que não necessitam tomar hormônios tireoidianos pelo resto da vida.

Perspectivas e disseminação da técnica: O dr. Antônio Rarral, também radiologista, destaca o potencial promissor da ablação na medicina. Segundo ele, cerca de 70% da atividade dos cirurgiões de cabeça e pescoço está relacionada à cirurgia da tireoide. A técnica vem sendo ensinada e disseminada entre outros médicos no Brasil, que estão se especializando para oferecer esse tratamento a seus pacientes.

Embora ainda não seja amplamente coberta pelos planos de saúde, alguns já começaram a incluir a ablação em seus serviços, reconhecendo sua eficácia. A literatura médica sobre o procedimento é vasta e crescente, e o custo final tende a ser menor quando comparado à cirurgia tradicional. Isso se deve à ausência de anestesia geral, menor tempo em sala de cirurgia, redução das complicações e internações, além da eliminação da necessidade de medicação contínua para reposição hormonal.

Contexto epidemiológico: O câncer de tireoide é o tipo de câncer que mais cresce no mundo, afetando principalmente mulheres na faixa etária entre 20 e 65 anos, em uma proporção de três para um em relação aos homens. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para o Brasil é de 13.780 novos casos por ano, sendo 11.950 em mulheres e 1.830 em homens.

Para esses pacientes, a ablação representa uma esperança de tratamento eficaz, não invasivo, com recuperação rápida e preservação da glândula tireoide, o que pode melhorar significativamente a qualidade de vida.

Entenda melhor
  • A ablação é um procedimento minimamente invasivo que utiliza calor para destruir nódulos na tireoide.
  • O procedimento é guiado por ultrassom e realizado com anestesia local, dispensando cortes e internação hospitalar.
  • Preserva o tecido saudável da tireoide, evitando a necessidade de reposição hormonal na maioria dos casos.
  • Embora ainda não seja amplamente coberta por planos de saúde, a técnica tem se difundido entre médicos e apresenta custos menores em comparação à cirurgia tradicional.
  • O câncer de tireoide é o que mais cresce no mundo, atingindo principalmente mulheres jovens e de meia-idade.

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