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Médicos chegam na reta final da separação das siamesas

Grupo de especialistas acreditam que cerca de 80% do procedimento já foi concluído; última cirurgia durou 8 horas
separação siamesas
Grupo de especialistas acreditam que cerca de 80% do procedimento já foi concluído; última cirurgia durou 8 horas

Grupo de especialistas acreditam que cerca de 80% do procedimento já foi concluído; última cirurgia durou 8 horas

As irmãs siamesas Marisa Belli e Marisa Dora, que completaram dois anos em 2023, apresentaram significativa evolução após três cirurgias para separação craniana. O objetivo é alcançar a independência das meninas, mas mais intervenções ainda são necessárias.

Evolução das Cirurgias

Desde a primeira cirurgia, os médicos relataram boa separação, com um cálculo inicial de 25% de progresso em cada procedimento. A equipe médica já anunciou que a evolução ultrapassou os 80%, reduzindo a complexidade da quarta e última cirurgia. Esta etapa final envolverá não apenas a separação restante, mas também a reconstrução completa das camadas da cabeça, exigindo tempo para recuperação cerebral entre as intervenções.

Raridade do Caso

O caso das gêmeas siamesas unidas pela cabeça é inédito no Hospital das Clínicas, sendo o primeiro do tipo no Brasil. Embora existam muitos casos de crianças siamesas no país, a união craniana é extremamente rara. O processo de formação é similar ao de gêmeos comuns, mas, por razões ainda desconhecidas, a separação não se completa na fase final da gestação. A união craniana permite o desenvolvimento quase completo do cérebro, resultando em crianças praticamente normais, justificando a necessidade de separação cirúrgica.

Etapas Finais e Expectativas

A terceira cirurgia, com duração de quase oito horas, apresentou maior complexidade devido à extensa área de desconexão cerebral. A próxima cirurgia, em setembro, focará na expansão da pele do couro cabeludo para cobrir as cabeças após a separação. Implantes expansores de tecido serão usados para aumentar gradativamente a área de pele disponível. A última cirurgia, para a separação definitiva, está prevista entre outubro e novembro, dependendo da evolução da cirurgia de setembro e da expansão da pele. As meninas já demonstram grande progresso, conseguindo levantar, conversar e reconhecer a equipe médica. A expectativa é de alta hospitalar até o final da semana. O sucesso das cirurgias e a evolução das meninas trazem esperança para sua independência futura.

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