Prefeitura diz que repasses foram feitos e que contrato foi rompido ao saber dos problemas
Médicos de Jardinópolis processam empresa por atraso de pagamento de plantões
Débitos e processos
Um grupo de 53 médicos de Jardinópolis move três processos contra uma empresa terceirizada que administrava o pronto-socorro do município, alegando falta de pagamento por plantões realizados em 2023. A dívida total acumulada chega a R$ 600 mil. Os atrasos começaram no início do ano, com a empresa prometendo acerto, mas descumprindo os prazos acordados. Em julho, devido à persistência dos problemas, os médicos suspenderam os serviços prestados à empresa.
Impacto individual e falta de contratos
Entre os credores está o general Tarsízio Leão Neto, que trabalhava como clínico geral e deveria receber R$ 1.100 por plantão de 12 horas. Ele relata não ter recebido pelos plantões de junho e julho, mesmo tendo emitido as notas fiscais. Outro médico, Dr. Geraldo, afirma ter uma dívida de R$ 22 mil e descreve a dificuldade em obter explicações coerentes da empresa, que atribuía os atrasos à situação financeira do banco. A empresa contratava profissionais como pessoas jurídicas, sem contratos formais, apenas acordos informais. O recrutamento era feito por um representante da empresa por meio de indicações.
Leia também
Prefeitura e desfecho judicial
A Prefeitura de Jardinópolis afirma ter efetuado os pagamentos mensais à empresa, sendo a responsabilidade do repasse aos médicos de incumbência da terceirizada. Após a interrupção dos serviços, a prefeitura rompeu o contrato com a empresa. O advogado Augusto César Neto de Pádua, que representa os médicos, informou que o juiz determinou o bloqueio de bens da empresa, que, segundo o advogado, não possui recursos em suas contas. Apesar da decisão judicial, os médicos ainda aguardam o recebimento dos valores devidos. A empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações.
A situação demonstra a fragilidade dos profissionais de saúde diante de atrasos de pagamento e a importância da formalização de contratos para garantir os direitos trabalhistas, mesmo em situações de contratação como pessoa jurídica. A falta de pagamento gerou prejuízos financeiros e impactos na prestação de serviços à população de Jardinópolis.



