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Médicos do Beneficência Portuguesa prometem entrar em greve caso não recebam o pagamento

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Médicos Beneficência Portuguesa
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Médicos do Hospital Beneficência Portuguesa em Ribeirão Preto ameaçam suspender atendimentos e cirurgias eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS) devido a atrasos salariais. A situação, que se arrasta desde novembro, levanta preocupações sobre a continuidade dos serviços e a saúde financeira da instituição.

Atrasos Salariais e Insatisfação Crescente

Segundo um profissional que preferiu não se identificar, o pagamento referente ao mês corrente ainda não foi efetuado. Os atrasos, que se intensificaram após as eleições, têm gerado crescente insatisfação entre o corpo clínico. Em novembro, o atraso foi de aproximadamente cinco dias, em dezembro, o pagamento ocorreu no dia 20, e em janeiro ainda não foi realizado, contrastando com a regularidade anterior, quando os salários eram pagos no dia 12 de cada mês.

Reunião com a Diretoria e Promessa de Pagamento

No último sábado, os médicos se reuniram com a diretoria do hospital para buscar esclarecimentos. A informação transmitida aos profissionais foi que a prefeitura não tem repassado a verba do SUS em dia, o que estaria causando os atrasos salariais. De acordo com a CBN Ribeirão, o município prometeu efetuar o pagamento nesta segunda-feira. Caso a promessa não se concretize, os médicos planejam entrar em greve, cancelando cirurgias eletivas e serviços laboratoriais, mantendo apenas o atendimento de urgência e emergência.

Temores de Crise Semelhante à do Santa Lídia

Os médicos temem que o Hospital Beneficência Portuguesa enfrente problemas semelhantes aos do Santa Lídia, que teve sua diretoria afastada pelo Ministério Público em 2014 para a realização de uma auditoria, após denúncias de atrasos salariais e outros problemas financeiros. A crise no Santa Lídia começou com a demissão de 19 ortopedistas e denúncias de uma clínica de nefrologia e diálise sobre atrasos nos repasses desde o ano anterior.

A situação atual levanta questões sobre a gestão de recursos e a sustentabilidade dos serviços de saúde na região.

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