CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Médicos do HC Ribeirão fazem implante coclear e músico volta a ouvir depois de quatro anos

José Luiz Yamamoto, de 78 anos, teve o aparelho instalado no crânio e ligado ao ouvido; ele tinha perdido a audição em 2020
Médicos do HC Ribeirão fazem implante
José Luiz Yamamoto, de 78 anos, teve o aparelho instalado no crânio e ligado ao ouvido; ele tinha perdido a audição em 2020

José Luiz Yamamoto, de 78 anos, teve o aparelho instalado no crânio e ligado ao ouvido; ele tinha perdido a audição em 2020

Um músico de 78 anos voltou a ouvir após receber um implante coclear no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. José Luiz Yamamoto, cego desde a adolescência, passou quatro anos sem audição e sem conseguir tocar sua sanfona depois que a perda auditiva se agravou a partir de 2020.

Cirurgia e ativação do aparelho

A cirurgia foi realizada no mês passado e, nas semanas seguintes, a equipe do hospital ativou e ajustou o dispositivo. O cirurgião responsável, Miguel Ângelo Hipólito, explica que o implante coclear é hoje uma das principais soluções para a surdez profunda: trata-se de um aparelho implantado na cóclea que estimula diretamente o nervo auditivo, permitindo ao cérebro perceber sons — diferente dos aparelhos auditivos convencionais, que apenas amplificam sons quando ainda há células funcionais no ouvido interno.

Reabilitação e prognóstico

Após a ativação, o paciente iniciará um processo de reabilitação auditiva que deve durar pelo menos 30 dias, com exercícios específicos para a compreensão de fala e a percepção de sons. “É como fisioterapia após a retirada de um gesso: é preciso treinar o ouvido para que volte a funcionar”, diz a fonoaudióloga Carla Dias. Segundo a equipe, por ser músico — e ter ouvido treinado pelo exercício musical — José Luiz tem prognóstico favorável, e há a possibilidade de implantar o aparelho também no outro ouvido caso a recuperação continue positiva.

Acesso ao tratamento e impacto social

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto realiza em média oito implantes cocleares por semana, sem custo para os pacientes. Em clínicas particulares, o custo do procedimento pode ultrapassar R$ 200 mil. Para a assistente social Patrícia Cordeiro, a combinação entre avanço científico e políticas públicas de saúde devolve qualidade de vida e amplia a inclusão social de pessoas com deficiência auditiva.

Com o aparelho ativado e o processo de reabilitação em andamento, José Luiz se prepara para retomar a atividade que ama: tocar a sanfona e ouvir novamente as notas que fazem parte da sua vida.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.