Denúncia aponta que profissionais alteravam atestados de frequência e recebiam por serviços não prestados
A Polícia Civil de Brodosque investiga um esquema de fraude em atestados de frequência de médicos de uma cooperativa que prestava serviços à prefeitura. Segundo o delegado Gustavo André Alves, o prejuízo estimado é de R$ 50 mil mensais, pagos por consultas que não foram realizadas.
Investigação e Busca de Documentos
A investigação começou com a quantificação do dinheiro pago a mais. Hoje, foram realizadas buscas na prefeitura e em unidades de saúde para apreender documentos que comprovem a fraude desde 2010, quando a empresa Comerpi iniciou o contrato com o município. Os documentos apreendidos serão comparados com dados de uma sindicância interna da prefeitura de 2016, que já havia apontado irregularidades.
Fraudes e Responsabilização
A apuração interna da prefeitura apontou que médicos da cooperativa, com auxílio de funcionários públicos, alteravam atestados de frequência e recebiam por serviços não prestados. As fraudes ocorreram entre maio e junho do ano passado, mas há indícios de que o crime vinha ocorrendo há pelo menos seis anos. A investigação busca responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso e restituir os valores desviados ao erário público.
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Defesa da Cooperativa
O advogado da cooperativa médica, Renato Toledo Lima, afirma que o controle de horário dos médicos é de responsabilidade da prefeitura. A prefeitura contrata outras empresas para complementar seu quadro de médicos e servidores através de licitação. A Comerpi, segundo o advogado, colabora com as investigações e abriu um processo ético disciplinar para apurar a participação de seus cooperados. A prefeitura de Brodosque informou que colabora com as investigações e que as fraudes ocorreram na gestão anterior.



