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Médicos em Colina são condenados por cobrarem cirurgias pelo SUS

Mais de dez pessoas denunciaram que pagaram pelos procedimentos; advogados de defesa irão recorrer da sentença
cirurgias pelo SUS
Mais de dez pessoas denunciaram que pagaram pelos procedimentos; advogados de defesa irão recorrer da sentença

Mais de dez pessoas denunciaram que pagaram pelos procedimentos; advogados de defesa irão recorrer da sentença

Médicos são condenados por cobrar por cirurgias no SUS

Caso da idosa

A Justiça condenou dois médicos do município de Colina, interior de São Paulo, acusados de cobrar por cirurgias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A denúncia partiu de uma idosa de 65 anos que relatou ter sido submetida a um procedimento sem anestesia completa, pois não havia pago o valor exigido pelos médicos. Segundo seu relato, o médico questionou se ela estava ou não pagando pela cirurgia, e prosseguiu com o procedimento mesmo com suas reclamações de dor. A investigação apontou que o filho da idosa negociou um desconto com os médicos para que a operação fosse realizada, sem o conhecimento da mãe.

As Condenações

Mohamed Tarrá foi condenado a cinco anos de prisão em regime semi-aberto e ao pagamento de multa equivalente a mais de dez salários mínimos. Glauco Antônio Carrara recebeu uma pena de três anos de prisão, com a mesma multa aplicada a Tarrá. Entretanto, a condenação de Carrara foi revertida para prestação de serviços comunitários.

Recursos e Defesa

O advogado de Glauco Carrara, Cícero Virgínio da Silva, afirmou que a decisão é equivocada e que irá recorrer. Já o advogado de Mohamed Tarrá, embora não localizado para comentar, informou à IPTv que também recorrerá da sentença. A polícia civil afirma que os dois médicos trabalhavam no Hospital José Venâncio e cobraram por cirurgias de pelo menos dez pacientes. A denúncia foi feita em novembro do ano passado.

As condenações geraram grande repercussão na região, levantando debates sobre a ética médica e a transparência no sistema de saúde pública. A expectativa atrásra se volta para o andamento dos recursos apresentados pelas defesas.

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