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Médicos indicam que criança que chegou morta em UPA de Ribeirão teria morrido pelo menos 12 horas antes

Menina tinha sinais de violência sexual; Juiz da Vara da Infância, Paulo César Gentile, lamenta a frequência destes casos
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Menina tinha sinais de violência sexual; Juiz da Vara da Infância, Paulo César Gentile, lamenta a frequência destes casos

Menina tinha sinais de violência sexual; Juiz da Vara da Infância, Paulo César Gentile, lamenta a frequência destes casos

Pais presos preventivamente após morte de menina de quatro anos em Ribeirão Preto

Investigação de Abandono e Abuso Sexual

A morte de uma menina de quatro anos em Ribeirão Preto chocou a cidade e resultou na prisão preventiva dos pais da criança. A menina apresentava hematomas pelo corpo e sinais de abuso sexual. A mãe alegou ter ficado fora de casa o dia todo e encontrado a filha passando mal ao retornar, enquanto o pai afirmou ter ficado sozinho com a criança, que teria passado mal durante todo o dia. Ambos relataram uma queda sofrida pela menina três dias antes, mas não a levaram a um serviço de saúde. A equipe médica constatou que a criança já estava morta há pelo menos 12 horas ao chegar à UPA.

Aumento de Casos e Consequências da Pandemia

Em entrevista à CBN, o juiz da Vara da Infância e Juventude de Ribeirão Preto, Dr. Paulo César Gentili, lamentou o ocorrido e destacou o aumento significativo de casos de violência contra crianças e adolescentes após a pandemia. O número de crianças abrigadas em Ribeirão Preto subiu de 26-30 para 75 após a pandemia, refletindo um cenário de extrema pobreza e desestrutura familiar. O juiz relaciona esse aumento com o crescimento de crimes patrimoniais e violência contra a mulher, apontando para as consequências da pobreza extrema em uma parcela da população brasileira.

Ações de Proteção e Investigação

O Dr. Gentili explicou que casos de violência sexual contra crianças são apurados e punidos severamente. As vítimas são submetidas a escuta especial para evitar revitimização. Quando há suspeita de crime no âmbito familiar, são tomadas medidas de proteção para a criança, como a retirada do ambiente agressor e encaminhamento para abrigo ou família acolhedora, além da punição dos responsáveis. No caso da menina falecida, o irmão foi encaminhado ao Conselho Tutelar. A polícia investigará as causas da morte e as circunstâncias que levaram ao óbito, incluindo a possibilidade de negligência médica. A investigação social buscará entender o contexto familiar e se o irmão também está em risco.

O caso destaca a importância da prevenção e do combate à violência doméstica, bem como a necessidade de políticas públicas que protejam crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A investigação em andamento buscará esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.

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