De acordo com a carta escrita pelos profissionais, os infectologistas são contra determinação do prefeito Zezinho Gimenez
Médicos do comitê de combate à Covid-19 em Certãozinho pediram demissão após a prefeitura decidir adotar cloroquina e azitromicina no tratamento da doença.
Médicos pedem demissão em protesto
Infectologistas Maria Bossari, Renata Bidouschi, Sheila Cristina Teodoro e Victor Franco Oba enviaram uma carta ao prefeito Zézinho Jiménez alegando discordância com a decisão de implementar o uso de cloroquina e azitromicina. O comitê já havia emitido um parecer técnico contrário ao uso desses medicamentos, baseado na falta de comprovação científica de seus benefícios em pacientes graves e contraindicando seu uso em casos leves ou moderados, seguindo as recomendações da OMS.
Prefeitura mantém decisão apesar de parecer técnico
Apesar da recomendação contrária do comitê e do parecer técnico, o prefeito Zézinho Jiménez anunciou a implantação do tratamento com cloroquina na rede pública. A prefeitura justificou a decisão alegando que pacientes da rede pública estão sendo prejudicados por não terem a mesma oportunidade de discutir o uso do medicamento com seus médicos que os pacientes da rede privada. A prefeitura investiu mais de R$ 26 mil na compra dos medicamentos, mesmo ciente da posição contrária da equipe de infectologistas.
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Impasse e questionamentos
A decisão da prefeitura gerou um impasse e levanta questionamentos sobre a priorização de evidências científicas no combate à pandemia. A discordância entre o comitê técnico e a administração municipal demonstra a complexidade do enfrentamento à Covid-19 e as divergências que podem surgir entre as recomendações científicas e as decisões políticas.



