Polícia Civil e a Santa Casa da cidade de Casa Branca iniciaram as investigações; causa da morte foi sepse e pneumonia
Um bebê de um ano e sete meses morreu após receber atendimento em três ocasiões na Santa Casa de Casa Branca, município da região central do estado entre São Carlos e Araraquara. O caso, que mobiliza a cidade, está sendo investigado pela polícia e pela administração hospitalar.
Atendimento e evolução do quadro
A criança, identificada como Miguel Henrique Noudira Braga, apresentou os primeiros sintomas na semana passada e foi levada pela família ao pronto-socorro da Santa Casa. Após avaliação, recebeu alta com indicação de uso de dipirona. Como não houve melhora, os pais retornaram no domingo e, segundo familiares, o menino foi liberado novamente. Na segunda-feira o quadro piorou; a família pagou por uma consulta particular, na qual um médico avaliou que a situação era grave e indicou internação urgente.
Segundo relatos, a receita do profissional particular não foi suficiente para viabilizar a internação imediata no hospital, que exigiria solicitação formal de um médico plantonista ou residente — profissional que, de acordo com a família, não estava disponível no momento. Miguel foi finalmente internado por volta das 14h de segunda-feira e faleceu na terça-feira. O atestado de óbito aponta como causa sepsia decorrente de infecção generalizada e pneumonia. O sepultamento ocorreu na quarta-feira.
Leia também
Posicionamento da Santa Casa
Raquel Piovisan Paiva, gestora da Santa Casa de Casa Branca, informou que os médicos plantonistas envolvidos foram afastados e que o hospital abriu sindicância interna para apurar os fatos. Segundo ela, um dos profissionais estava de sobreaviso e tinha formação nas áreas de clínica médica e pediatria. A comissão interna contará com a área jurídica e três servidores apontados como imparciais para conduzir a apuração administrativa.
Investigação policial e próximos passos
O delegado Vandeleis Fernandes Martins Júnior afirmou que um inquérito policial será instaurado para esclarecer as circunstâncias do atendimento oferecido a Miguel, ressaltando que a criança teve ao menos três oportunidades de atendimento no hospital antes de ser liberada. O delegado informou ainda que encaminhou ofício ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) para complementar as apurações e que irá confrontar o atestado de óbito emitido pela Santa Casa com o laudo do SVO antes de definir as medidas a serem adotadas.
O episódio provocou comoção na comunidade e a família acompanha de perto as investigações em curso, que têm como objetivo determinar responsabilidades e evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.



