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Médicos se preocupam com hospitais atingindo a capacidade máxima, em Ribeirão

Infectologista, Fernando Belíssimo, alerta a importância de manter os cuidados mesmo com população sendo vacinada
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Infectologista, Fernando Belíssimo, alerta a importância de manter os cuidados mesmo com população sendo vacinada

Infectologista, Fernando Belíssimo, alerta a importância de manter os cuidados mesmo com população sendo vacinada

Em Ribeirão Preto, janeiro de 2021 já registra um número alarmante de mortes por Covid-19, superando o total de dezembro de 2020 e os últimos meses de 2020. Enquanto em dezembro foram 49 óbitos, em janeiro este número já chegou a 80, quase o dobro.

Aumento de casos e mortes

Para especialistas, o relaxamento das medidas de prevenção durante as festas de fim de ano contribuiu significativamente para o aumento de casos e mortes. Médicos observam um crescimento contínuo na circulação do vírus desde meados de novembro, prevendo o aumento de hospitalizações e óbitos. O infectologista Fernando Bellissimo classifica a situação como uma ‘tragédia anunciada’, agravada pelas celebrações de fim de ano.

Medidas insuficientes e colapso iminente

Apesar das medidas restritivas impostas pelo governo de São Paulo, incluindo o endurecimento das regras em regiões como Ribeirão Preto e Franca, os números continuam preocupantes. Domingos Alves, professor e pesquisador da USP, defende medidas mais severas, como um lockdown, para evitar o colapso do sistema de saúde. A ocupação de leitos de UTI em Ribeirão Preto se aproxima da capacidade máxima, com 261 internações registradas recentemente, contra 388 no pico da pandemia.

Prevenção e conscientização

Com a vacinação ainda em andamento e a cobertura completa ainda distante, a prevenção continua crucial. O infectologista Fernando Bellissimo reitera a importância do uso contínuo de máscaras em todos os contatos interpessoais, mesmo fora de ambientes públicos, além da higiene das mãos e do distanciamento social. A alta taxa de transmissão, estimada em 2,5 (cada 10 pessoas infectam outras 25), exige conscientização e responsabilidade individual para evitar um novo colapso no sistema de saúde e mais mortes por Covid-19.

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