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‘Medidas paliativas’ diz especialista sobre fechamento do comércio nas datas comemorativas

Professor do Laboratório de Inteligência em Saúde, Domingos Alves, critica as estratégias pouco eficazes adotadas por SP
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Professor do Laboratório de Inteligência em Saúde, Domingos Alves, critica as estratégias pouco eficazes adotadas por SP

Professor do Laboratório de Inteligência em Saúde, Domingos Alves, critica as estratégias pouco eficazes adotadas por SP

Neste artigo, analisamos a eficácia das medidas restritivas adotadas em Ribeirão Preto durante os feriados de Natal e Ano Novo para conter o avanço da pandemia de coronavírus. Para isso, entrevistamos o professor Domingos Alves, do Laboratório de Inteligência e Saúde da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

Medidas Restritivas: Eficácia Questionada

Segundo o professor Alves, as medidas restritivas implementadas, com a suspensão de atividades não essenciais em alguns feriados, são paliativas e ineficazes para controlar o contágio. Ele destaca o atraso na tomada de medidas pelo governo do estado de São Paulo e a falta de adesão de diversos municípios, principalmente no litoral, como fatores que comprometem a eficácia dessas ações. A imagem de praias lotadas durante o feriado reforça essa preocupação, indicando um aumento significativo do risco de contágio.

Cenário Atual e Projeções para os Próximos Meses

O professor Alves compara a situação atual com o início da implantação do Plano São Paulo, mostrando que, desde então, houve um crescimento contínuo no número de casos e óbitos, apesar das mudanças de fase. Ele aponta a redução no número de testes a partir de atrássto como um fator que mascara a real dimensão da pandemia. Dados como o recorde histórico de média móvel de novos casos em 25 de dezembro demonstram a gravidade da situação. A decisão de não avançar nenhuma região para a fase verde, mesmo com alguns municípios apresentando índices favoráveis, é considerada acertada pelo professor, pois a prioridade deve ser a saúde pública e não apenas a recuperação econômica.

A Realidade no Interior de São Paulo

Contrariando a ideia de que o aumento de casos está concentrado apenas na capital e região metropolitana, o professor Alves alerta para a situação preocupante em diversas cidades do interior, com taxas de ocupação de leitos de UTI acima de 90% em algumas regiões. Ribeirão Preto, por exemplo, apresenta uma taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes com COVID-19 próxima a 93%, demonstrando a gravidade da situação local. A análise da taxa de transmissão (Rt), embora tenha apresentado queda em alguns momentos, não indica um controle efetivo da pandemia, e sim uma possível subnotificação devido à redução de testes. A manutenção de medidas de prevenção, aliada a uma testagem mais ampla e eficaz, são cruciais para evitar um agravamento da situação.

Em suma, a situação da pandemia em Ribeirão Preto e região permanece crítica. A eficácia das medidas restritivas é questionável, e a falta de adesão, aliada à subnotificação, dificulta o controle da transmissão do vírus. A conscientização da população e a adoção rigorosa de medidas de prevenção são fundamentais para minimizar o impacto da pandemia nos próximos meses.

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