De 2019 para 2021, o número dessas medidas chegou a dobrar na cidade; rede de apoio oferece acolhimento às vítimas
O número de medidas protetivas por violência doméstica contra a mulher em Ribeirão Preto dobrou nos últimos dois anos, um dado preocupante que exige atenção.
Aumento significativo de pedidos de medidas protetivas
De janeiro a julho de 2021, foram registrados 903 pedidos de medidas protetivas na Justiça de Ribeirão Preto, um aumento de 17% em comparação com o mesmo período de 2020 (767 pedidos). Comparando com 2019, o crescimento é ainda mais alarmante, chegando a 98%, com 455 pedidos registrados naquele período. A pandemia agravou a situação, confinando as vítimas e dificultando o acesso a serviços de apoio.
Impactos da pandemia e a Lei Maria da Penha
A pandemia intensificou a violência doméstica, com muitas mulheres confinadas com seus agressores e com acesso limitado a serviços de apoio. Este aumento nos pedidos de medidas protetivas coincide com a comemoração dos 15 anos da Lei Maria da Penha, marco legal no combate à violência contra a mulher. A juíza Carolina Moreira Gama destaca a regressão no enfrentamento à violência durante o período de isolamento, com a necessidade de um trabalho de retomada e aprimoramento dos contatos virtuais para atender as vítimas.
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Projeto Amarelas: um apoio para vítimas e agressores
Em resposta a esse cenário, o Núcleo da Justiça Restaurativa de Ribeirão Preto criou o projeto Amarelas. Este programa reúne profissionais de diversas áreas (psicólogos, terapeutas) para amparar as vítimas, oferecendo acolhimento, atividades terapêuticas, rodas de conversa e suporte para acessar outros serviços, como o cartório. O projeto também oferece orientação aos agressores, buscando interromper o ciclo de violência. Para acessar o projeto, a vítima deve procurar a Delegacia da Mulher, localizada na Avenida Costabile Romano, 3230, no bairro Nova Ribeirânia, ou ligar para o telefone 98856-3268 (atendimento sigiloso).
Projetos como o Amarelas são essenciais para oferecer apoio às mulheres vítimas de violência doméstica, auxiliando-as na reconstrução de suas vidas e mostrando que é possível recomeçar com ajuda e suporte. A busca por ajuda é fundamental para romper o ciclo de violência e garantir um futuro livre de agressões.



