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Medo de falta de arroz devido a tragédia no Rio Grande do Sul faz pessoas estocar produto

Comerciantes passaram a limitar quantidade para compra; especialistas alertam que estocagem pode causar aumento no preso
Pessoas estocar produto
Comerciantes passaram a limitar quantidade para compra; especialistas alertam que estocagem pode causar aumento no preso

Comerciantes passaram a limitar quantidade para compra; especialistas alertam que estocagem pode causar aumento no preso

As fortes chuvas que atingiram o sul do Brasil causaram transtornos e danos significativos, Pessoas estocar produto, além de gerarem preocupação quanto ao abastecimento de arroz no país. Grande parte da produção nacional de arroz é concentrada nas regiões mais afetadas pelas precipitações, o que tem provocado limitações na venda do produto em mercados de outras regiões, como em Ribeirão Preto.

Em um supermercado local, Pessoas estocar produto, o empresário José Luiz Russito precisou restringir a compra de arroz a seis unidades por cliente para evitar o desabastecimento. Segundo ele, a medida foi adotada para garantir que o estoque disponível possa atender a todos os consumidores até que a situação se normalize. Russito ressaltou que, apesar dos estoques de arroz estarem disponíveis, o principal desafio está na logística para o transporte do produto, devido aos danos causados pelas chuvas nas estradas do sul do país.

“Estamos com limite porque estamos trabalhando com o estoque nosso. Colocamos o limite para suprir todos até que, Pessoas estocar produto, agora, já estão sinalizando que a partir da semana que vem serão feitas vendas, porém existe a logística para esse arroz chegar.”

O economista Sérgio Perú alerta que a compra em grande quantidade por parte dos consumidores, motivada pelo receio de falta do produto, pode agravar a situação. Segundo ele, o estoque excessivo por alguns consumidores pode levar ao desabastecimento nas prateleiras, o que, por sua vez, tende a provocar aumento nos preços.

“A estocagem de arroz vai contribuir para o desabastecimento porque uns irão comprar a mais e vai faltar para outros que estarão buscando o arroz no supermercado, e a tendência é o preço subir.”

Perú recomenda que a população mantenha a calma, pois a expectativa é que a situação se normalize em um a dois meses. Ele explica que o preço do arroz varia conforme o tipo e a marca, e que o aumento recente nos valores já vinha ocorrendo gradualmente antes das chuvas.

Impactos no preço e na produção: Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas indicam que, no acumulado dos últimos 12 meses, o preço do arroz aumentou cerca de 28%. Já o Centro de Pesquisas Avançadas (CPA) da Universidade de São Paulo (USP), que monitora o valor pago ao produtor, registrou que, entre abril e maio, o preço da saca de 50 quilos de arroz subiu aproximadamente 20%.

O economista destaca que o Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país, responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz. As chuvas provocaram perdas na safra e dificultaram o escoamento do produto, devido aos problemas nas rodovias da região.

Medidas governamentais e perspectivas: Para minimizar os efeitos da crise, o governo federal autorizou a importação de arroz e reduziu os impostos sobre o produto importado. Essas ações visam aumentar a oferta no mercado interno e estabilizar os preços.

Com a entrada de arroz importado, espera-se que atacadistas e comerciantes possam equilibrar a oferta e evitar maiores aumentos nos preços ao consumidor final.

Recomendações para consumidores: Especialistas recomendam que os consumidores evitem compras em excesso, pois o estoque atual é suficiente para atender à demanda, desde que haja distribuição adequada. A orientação é acompanhar as informações oficiais e aguardar a normalização do mercado, prevista para os próximos meses.

Entenda melhor

O arroz é um dos alimentos básicos da dieta brasileira, e sua produção está concentrada principalmente no sul do país. Eventos climáticos extremos, como as recentes chuvas, podem afetar tanto a safra quanto a logística de distribuição, impactando o abastecimento e os preços. A importação e a redução de impostos são estratégias adotadas para garantir a oferta e conter a alta dos preços no mercado interno.

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