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Meio dos jogos eletrônicos também sofre com com preconceito e manipulação de resultados

Nicholas Bocchi comenta situações em que esses assuntos, que foram destaques no futebol nas últimas semanas, aparecem nos games
manipulação resultados
Nicholas Bocchi comenta situações em que esses assuntos, que foram destaques no futebol nas últimas semanas, aparecem nos games

Nicholas Bocchi comenta situações em que esses assuntos, que foram destaques no futebol nas últimas semanas, aparecem nos games

O preconceito, em suas diversas formas (racismo, machismo, LGBTfobia etc.), é um problema presente em todos os níveis do mundo dos games, desde a sua concepção até a prática. Dados alarmantes revelam que apenas 20% dos desenvolvedores de jogos são mulheres e um número ainda menor, 5%, são pessoas pretas. Essa sub-representação contribui para a normalização de estereótipos e a produção de jogos problemáticos, como o recente caso de um jogo que simulava a escravidão e foi disponibilizado na Google Play Store com classificação livre para crianças.

Preconceito nos Games: Uma Análise da Realidade

A repercussão negativa forçou a remoção do jogo, mas o ocorrido expõe a fragilidade dos termos de uso das grandes empresas de tecnologia e a falta de efetividade na moderação de conteúdo. Além do desenvolvimento, a prática dos jogos eletrônicos também demonstra o problema. Influenciadores como o Mose, da equipe FURIA, relatam constantemente casos de racismo sofridos durante as partidas. No cenário competitivo profissional, a punição de jogadores que cometem atos de preconceito é inconsistente e muitas vezes branda, como demonstrado em casos de jogadores que usaram termos racistas em competições de League of Legends.

Combinação de Resultados: A Falta de Fiscalização

Outro ponto preocupante é a combinação de resultados em competições de esports. A ausência de fiscalização no Brasil contrasta com a postura proativa da Coreia do Sul, considerada o berço do esporte eletrônico. Lá, o Ministério Público atua ativamente para coibir esse tipo de prática, que é facilitada pela proliferação de casas de apostas especializadas em esports. Casos emblemáticos na Coreia do Sul, como o de 2009 envolvendo a máfia sul-coreana e o de 2014 com donos de times forçando jogadores a combinar resultados, demonstram a gravidade do problema e a necessidade de medidas mais eficazes de combate.

A Necessidade de Mudança

Em suma, a indústria de games precisa enfrentar seus problemas de preconceito e falta de transparência. Ações mais contundentes contra o racismo, machismo e outras formas de discriminação, aliadas a uma fiscalização mais rigorosa para evitar a combinação de resultados, são essenciais para garantir um ambiente mais justo e inclusivo para todos os jogadores e desenvolvedores.

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