Grupo também cobra melhores condições de trabalho e revelam quadro defasado de profissionais
Membros do Judiciário de Ribeirão Preto realizaram uma manifestação em frente ao Fórum da cidade na tarde de hoje, reivindicando reposição salarial.
Perdas Salariais e Condições de Trabalho
Os manifestantes alegam acumular perdas salariais superiores a 37% desde 2002. Em entrevista, a oficial de justiça Sônia Silva destacou os problemas enfrentados pela categoria, incluindo a defasagem no quadro de funcionários, a falta de apoio para o teletrabalho e o aumento do custo de vida.
Teletrabalho e Defasagem de Funcionários
Sônia Silva explicou que o Tribunal de Justiça (TJ) não oferece suporte para o teletrabalho, obrigando os funcionários a arcarem com custos adicionais de internet, energia elétrica e equipamentos. Além disso, a falta de funcionários em diversos setores, incluindo escrivães, analistas, psicólogos e assistentes sociais, compromete a prestação de serviços à população. A defasagem é agravada pela aposentadoria de funcionários e pela demora na convocação de aprovados em concursos.
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Apoio da OAB e Busca por Negociação
Alexandre Nutil, presidente da OAB de Ribeirão Preto, manifestou preocupação com a situação, enfatizando a importância de uma estrutura adequada no Poder Judiciário para garantir a prestação de serviços à sociedade. A OAB se posiciona favoravelmente às reivindicações dos funcionários, considerando que a melhoria das condições de trabalho impacta diretamente na eficiência da justiça. Os manifestantes solicitaram ao Tribunal de Justiça a abertura de uma mesa de negociação para discutir as questões salariais e as condições de trabalho.
A manifestação em Ribeirão Preto faz parte de um movimento estadual que já dura 15 dias, com protestos ocorrendo em diversas cidades, incluindo São Paulo, onde os funcionários distribuíram bolos como forma de protesto simbólico, representando a ‘fatia’ que falta em seus salários.



