Memória negra ganha destaque com protagonismo feminino em Ribeirão Preto .
Em celebração ao Dia da Consciência Negra, exploramos as influências e a história da cultura afrodescendente em Ribeirão Preto, revisitando memórias e avançando em discussões relevantes.
Memória e Cultura Afro em Ribeirão Preto: Um Resgate Histórico
Ao longo de mais de uma década, temos abordado a importância do 20 de novembro e como eventos relacionados à cultura afrodescendente são integrados em Ribeirão Preto. O Memorial da UGT, localizado na José Bonifácio, preserva a memória operária e oferece referências cruciais sobre um período em que negros enfrentavam restrições culturais na cidade. Festividades e bailes eram realizados ali, acolhendo a comunidade negra. O grupo de cultura Urumila, também em Ribeirão Preto, atua como guardião dessa memória, especialmente no Carnaval, promovendo a música e um calendário de eventos que fomentam o debate sobre questões de negritude e a necessidade de evidenciar o percurso histórico e as questões frequentemente negligenciadas.
Resistência e Protagonismo: A História Além dos Clubes
Em Batatais, a rivalidade histórica entre clubes que excluíam negros levou à criação de espaços inclusivos, demonstrando a resiliência da comunidade. A obra do pesquisador Sérgio Luiz de Souza, ‘Revivências Negras entre Batuques, Bailados e Devoções’, explora práticas culturais e territórios negros no interior paulista, incluindo Ribeirão Preto. Relatos históricos revelam costumes segregacionistas, como o ‘Futing’ na Praça 15, onde negros e brancos circulavam separadamente. A política de higienização urbana também impactou a representatividade negra no centro da cidade, deslocando moradores para a periferia.
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Mulheres Negras em Destaque: Protagonismo e Legado Cultural
Um artigo da secretária municipal de educação de Mauá, Maria Elizabeth Rosa dos Santos, destaca o protagonismo de mulheres negras em Ribeirão Preto, focando em Adria Maria Bezerra Ferreira e Maria Helena Ramos de Oliveira. Adria, com forte atuação no Carnaval dos Bambas, e Maria Helena, ambas educadoras, representam resistência e preservação cultural. A atuação de Adria na CUFA, liderada por Aline, também merece destaque, com projetos que promovem a representatividade e o debate sobre a temática na Feira do Livro. A homenagem se estende a essas duas mulheres, figuras importantes para a cultura ribeirão-pretana, celebradas neste artigo que reconhece seu papel fundamental.
Exploramos a rica tapeçaria da história afrodescendente em Ribeirão Preto, celebrando memórias, resistências e o protagonismo de figuras que moldam a identidade cultural da região.