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Menina de 7 anos que morreu vítima da Covid-19 tinha síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica

Prefeitura, em boletim, falou que o caso foi agravado pela obesidade, família nega; doença rara afeta crianças e adolescentes
Síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica
Prefeitura, em boletim, falou que o caso foi agravado pela obesidade, família nega; doença rara afeta crianças e adolescentes

Prefeitura, em boletim, falou que o caso foi agravado pela obesidade, família nega; doença rara afeta crianças e adolescentes

Nesta semana, a Prefeitura de Ribeirão Preto divulgou informações sobre o falecimento de Alícia da Rocha no Vai Silva, de 7 anos, vítima de complicações da Covid-19. A prefeitura atribuiu a morte, em parte, à obesidade da criança. No entanto, a família contesta a informação, afirmando que Alícia era saudável e que a síndrome inflamatória multisistêmica pós-infecciosa pela Covid-19 (SIM-Covid) foi a causa principal do agravamento do quadro.

SIM-Covid: Um Fator Agravante

A SIM-Covid, apesar de rara, já causou a morte de cerca de 50 crianças e adolescentes no Brasil. O caso de Alícia é o primeiro confirmado na região de Ribeirão Preto. A menina faleceu em 18 de janeiro, e o laudo do Instituto Adolfo Lutz confirmou a Covid-19 como fator causal. O registro da morte foi inserido no sistema pela Prefeitura de Ribeirão Preto somente no dia 23 de janeiro.

Entendendo a Síndrome

Segundo o médico Marco Aurélio Guimarães, professor de medicina legal em Ribeirão Preto, a SIM-Covid surge devido à produção excessiva de anticorpos. Em vez de combaterem o vírus, esses anticorpos atacam o próprio corpo da criança, causando uma reação inflamatória generalizada. Os sintomas incluem febre, conjuntivite, manchas vermelhas, problemas gastrointestinais (vômitos e dores), tosse e falta de ar. O pai de Alícia, Rodolfo Aparecido da Silva, afirma que a filha nunca apresentou problemas de saúde prévios.

Um Caso Polêmico

O óbito de Alícia foi o terceiro em Ribeirão Preto de crianças com até 9 anos por complicações da Covid-19. A divergência entre a versão da prefeitura e a da família destaca a complexidade dos casos de Covid-19 em crianças e a necessidade de investigações mais aprofundadas para determinar as causas reais das mortes. A família busca esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram ao falecimento de Alícia, e a polêmica levanta questionamentos sobre a transparência da informação e a necessidade de melhor acompanhamento médico em casos de SIM-Covid.

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