Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
Um caso em Jabuticabal, interior de São Paulo, tem gerado preocupação e questionamentos sobre a vacina contra o HPV. Uma adolescente de 13 anos apresentou reações adversas, segundo seus familiares, após receber a dose do imunizante.
Reações e Busca por Atendimento
A vacina foi administrada em 23 de setembro. Pouco tempo depois, a jovem começou a apresentar paralisia nos membros. Uma semana após o início dos sintomas, ela foi transferida para a unidade de emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em busca de diagnóstico e tratamento.
Andressa de Carvalho, mãe da adolescente, relata que a filha começou a se sentir mal logo após a vacinação. “Ela chegou em casa amparada pelas amigas, pois não conseguia andar sozinha”, conta. A situação se agravou, com a jovem caindo na rua e necessitando de ajuda para se locomover.
Leia também
A família enfrentou dificuldades para conseguir atendimento médico imediato. “Chamamos o SAMU e outros serviços de emergência, mas ninguém veio”, afirma Andressa. A jovem foi levada ao pronto-socorro por um motorista que passava na rua e se ofereceu para ajudar.
Diagnóstico Incerto e Busca por Resposta
No hospital, a adolescente foi medicada, mas seu estado de saúde não apresentou melhora. Segundo a mãe, a jovem piorou, apresentando dificuldades para falar e outros sintomas. A família relata que alguns médicos inicialmente atribuíram os sintomas a fatores psicológicos, o que gerou frustração e busca por uma explicação concreta.
Um dos médicos que atendeu a adolescente levantou a hipótese de que a vacina, ao invés de proteger, teria provocado uma reação adversa, desencadeando dores musculares intensas e a paralisia. No entanto, a causa exata dos sintomas ainda não foi confirmada.
Esperança e Investigação
A adolescente foi transferida para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde está sendo submetida a diversos exames para identificar a causa de seus problemas de saúde. A família espera por um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz para a recuperação da jovem.
O pai da menina, Marcos de Carvalho, destacou a qualidade do atendimento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. “Aqui teve tratamento bom, eles estão examinando, fazendo os exames, não tem nada a reclamar sobre isso”, disse.
Posicionamento da Secretaria de Saúde
A Secretaria de Saúde de Jabuticabal informou, por meio de nota, que a vacinação contra o HPV foi realizada com a autorização dos pais e seguindo as orientações do Ministério da Saúde. A pasta afirmou que a adolescente recebeu atendimento adequado e que ainda não há confirmação de que o mal-estar esteja relacionado à vacina. A Secretaria aguarda os resultados dos exames e ressaltou que mil meninas foram vacinadas em Jabuticabal sem nenhum outro caso semelhante. A Secretaria de Saúde também reforçou que a vacina passou por todos os testes e é considerada segura.
A família aguarda ansiosamente por respostas e pela recuperação da adolescente, enquanto o caso levanta debates sobre os possíveis efeitos adversos da vacina contra o HPV.



