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Meninas que morreram afogadas no rio Mogi Guaçu são enterradas

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
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Um trágico incidente em Barrinha, interior de São Paulo, resultou na morte de três meninas por afogamento no rio Mogi Guaçu. Camille, Rayane e Cibeli, com idades entre 6 e 12 anos, brincavam em um rancho próximo a uma ponte quando a fatalidade ocorreu.

O Acidente e o Resgate

Segundo informações da polícia, uma das meninas escorregou do barranco e, na tentativa de ajudar, as outras duas foram puxadas para a água. A mãe da menina de 12 anos relatou que a filha mais velha tentou salvar as mais novas. Populares que estavam próximos ao local conseguiram resgatar as crianças, mas infelizmente, duas delas não resistiram.

A Busca por Socorro e a Denúncia

O cabo da Polícia Militar, Romael Camillo de Souza, informou que a corporação foi acionada no fim da tarde, sendo informada do desaparecimento das três meninas no rio Mogi Guaçu. Andrea Martiniano da Silva, mãe de uma das vítimas, denunciou a ausência de médicos no pronto-socorro, alegando que a vida de sua filha poderia ter sido salva se o atendimento fosse imediato e adequado. O hospital da cidade negou a alegação de falta de médicos. Os corpos foram encaminhados para o IML de Jaboticabal, e os enterros ocorreram no Cemitério Municipal de Barrinha.

Alerta do Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros alerta para o aumento no número de afogamentos durante o período de calor intenso, reforçando a importância de redobrar os cuidados em áreas próximas a rios, lagos e piscinas. O capitão Marcos Palombo enfatiza a necessidade de atenção constante com as crianças, que, por curiosidade, não possuem a noção do perigo. Ele também adverte sobre o risco de tentar salvar alguém em situação de afogamento, mencionando casos de famílias inteiras que perderam a vida ao tentar resgatar uma pessoa.

Palombo orienta sobre a utilização de equipamentos de salvamento e a importância de acionar os serviços de emergência. Em casos de resgate bem-sucedido, ele destaca a importância de iniciar a reanimação cardiopulmonar até a chegada da equipe especializada. O capitão informou que, no ano anterior, foram registrados 574 afogamentos no estado, e que a seca atual diminuiu o nível dos rios, aumentando o risco de acidentes devido às pedras próximas à superfície.

A tragédia serve como um doloroso lembrete dos perigos da água e da necessidade de vigilância constante, especialmente em relação às crianças. A prevenção e o conhecimento de técnicas de salvamento são cruciais para evitar novas perdas.

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