Um adolescente de 14 anos também estaria envolvido no crime que aconteceu no bairro Ipiranga
Criança de 10 anos é suspeita de furtar moto em Ribeirão Preto
Um menino de 10 anos, com a ajuda de um adolescente de 14 anos, é suspeito de furtar uma motocicleta na zona norte de Ribeirão Preto, na noite desta terça-feira. O crime ocorreu em uma travessa próxima à avenida Dom Pedro, no bairro Ipiranga.
Imagens de segurança confirmam a ação
Câmeras de segurança registraram o momento em que os menores furtaram a moto, avaliada em cerca de 25 mil reais. A Polícia Militar foi acionada por volta das 21h para atender à ocorrência.
Veículo recuperado e menores liberados
A moto foi recuperada por volta das 3h da madrugada seguinte, em posse dos dois menores na rua Guaporé. Eles foram conduzidos à delegacia, ouvidos e posteriormente liberados para os responsáveis legais.
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Reação da comunidade e relato do proprietário
O dono da moto, que preferiu não gravar entrevista, relatou que estava jantando na casa da avó da namorada e não percebeu o furto, pois era comum estacionar o veículo naquele local. A família só notou o desaparecimento após um vizinho chegar com outra moto e ouvir um barulho diferente. A avó da namorada expressou indignação e preocupação com a segurança no bairro, destacando o envolvimento de crianças no crime.
“Vê duas crianças cometeram um crime desse, muito chato. A gente fica pensando o que essas autoridades podem fazer com tanta criança no meio da rua e sem noção do que está acontecendo. Eu fiquei indignada em saber que tem 10 anos e outro 14 anos. Fica com medo porque a gente não sabe a reação realmente da idade serem menores e uma criança de 10 anos e 14 anos, mas a gente não sabe o que passa na cabeça dessas crianças. A gente fica triste em saber que isso aconteceu.”
Segundo a polícia, os menores afirmaram que estavam passando pelo local quando decidiram furtar a moto. O caso foi registrado em boletim de ocorrência.
Entenda melhor
Furtos cometidos por menores de idade são tratados pela legislação brasileira por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê medidas socioeducativas em vez de punições criminais tradicionais. A participação de crianças tão jovens em crimes desse tipo levanta debates sobre prevenção, responsabilidade familiar e políticas públicas de segurança e assistência social.



