Jovem de 13 anos passaria as férias escolares nos EUA, mas pai entrou com pedido emergencial e segurou o garoto por mais tempo
Após quase dois meses de angústia, a família Gasquin, de Santa Rosa de Viterbo, comemora o retorno de Guga ao Brasil. O menino, que estava nos Estados Unidos visitando o pai, teve seu retorno garantido após uma batalha judicial que envolveu a Convenção de Haia.
Retorno para Casa
Guga chegou ao Brasil na segunda-feira acompanhado de sua mãe, Shaiene Menegasse, e foi recebido com alegria por amigos e familiares. A advogada da família, Camila Carriere, destacou o respeito à Convenção de Haia, que prevê o julgamento no local de residência da criança, assegurando o retorno de Guga ao Brasil.
Um Período Difícil
Durante sua estadia nos EUA, Guga ficou quase dois meses sem contato frequente com a mãe. Shaiene Menegasse relatou ter visto o filho apenas uma vez, em uma visita de três minutos na presença de autoridades. O pai, Samuel Gasquin, havia entrado com um pedido de guarda emergencial, impedindo o retorno do menino. A advogada Camila Carriere classifica a situação como traumática, afirmando que a família não pretende permitir novas viagens do filho aos Estados Unidos tão cedo, devido à quebra de confiança causada pela atitude do pai.
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Consequências para o Pai
A decisão judicial favorável à família brasileira interrompe o pedido de guarda feito por Samuel Gasquin, que, segundo os familiares, não pagava pensão alimentícia para Guga desde os dois anos de idade. Além disso, durante o período em que ficou com o pai, o menino não frequentou a escola e teve contato com a família brasileira restrito. Samuel Gasquin, caso queira requerer novamente a guarda do filho, precisará fazê-lo no Brasil, onde enfrenta também um processo para fixação de pensão alimentícia, podendo inclusive ser preso.


