Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Daniele Zeotti
A imagem de uma criança refugiada morta em uma praia turca chocou o mundo, trazendo à tona a dura realidade enfrentada por milhões de crianças deslocadas. O que antes parecia um problema distante ganhou rosto, nome e idade, despertando a necessidade de reflexão sobre a infância roubada e os traumas psicológicos sofridos por esses pequenos.
A Crise dos Refugiados e o Impacto na Infância
Dados da UNICEF revelam a magnitude da crise: um milhão de crianças refugiadas, sendo que 740 mil têm menos de 11 anos. Destas, 3.500 fogem desacompanhadas, expostas a perigos como abuso sexual, casamento precoce e trabalho infantil. A infância, fase crucial para o desenvolvimento, é interrompida, privando-as de referências importantes, como os cheiros e gostos que remetem à segurança e felicidade.
A Agressão Psíquica e a Perda de Referenciais
Além da agressão física, a criança refugiada sofre uma agressão psíquica gigantesca ao ser arrancada de sua família, rotina e lar. Perde-se o referencial da infância, aquilo que causa segurança e auxilia no crescimento. Essa perda pode ter consequências duradouras em sua formação e bem-estar emocional.
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Lições para o Dia a Dia e o Valor da Infância
O caso chocante serve como um chamado para valorizarmos a infância em nosso dia a dia. Devemos cuidar de nossos pequenos, denunciar qualquer tipo de maltrato e garantir que tenham um ambiente seguro e acolhedor. Embora a distância nos impeça de fazer muito pelas crianças refugiadas, podemos agir localmente, protegendo e nutrindo a infância ao nosso redor.
Embora distantes, desejamos a todas essas crianças um recomeço cheio de esperança e a oportunidade de reconstruir suas vidas.