País cresceu apenas 1.1% em 2019; alta do dólar também prejudica o setor
Especialistas apontam que a economia brasileira, ainda em desaceleração após 2020, apresenta um cenário incerto. O Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, divulgado pelo IBGE, cresceu apenas 1,1%, o menor índice dos últimos três anos, impactando setores importantes da economia.
Agronegócio em xeque
O agronegócio, especialmente o setor de exportação, sofre com essa desaceleração. Regiões como Ribeirão Preto, com forte atuação no setor sucroenergético e na citricultura, enfrentam desafios significativos. A alta do dólar agrava a situação, encarecendo os insumos importados necessários para a produção.
Impacto da alta do dólar
José Carlos de Lima Jr., consultor em agronegócio e colunista da CBN Ribeirão, explica que, embora a alta do dólar favoreça as exportações, o encarecimento dos insumos importados (fertilizantes, defensivos agrícolas etc.) compromete a rentabilidade. A depreciação do real frente ao dólar aumenta o custo de produção, impactando diretamente os produtores locais.
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Planejamento estratégico para o futuro
Lima Jr. recomenda que os empresários rurais adotem estratégias de planejamento a longo prazo, buscando “travar” o preço de produção por meio da compra antecipada de insumos. Essa prática minimiza os riscos associados à oscilação do mercado internacional e protege a margem de lucro do produtor, diante de um cenário econômico instável.
Em resumo, o cenário econômico atual exige cautela e planejamento estratégico do setor agrícola. A combinação de desaceleração econômica e alta do dólar impõe desafios significativos, demandando ações proativas para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade das atividades produtivas.



