Número mostra que a representatividade feminina na política segue baixa; ouça a coluna ‘CBN Mulher’ com Heloisa Zaruh
Neste ano eleitoral, a representatividade feminina na política brasileira é um tema crucial. Apesar de as mulheres representarem 52,5% do eleitorado, sua presença nos cargos de poder ainda é muito baixa.
Desigualdade na disputa por governos estaduais
Um dado alarmante é que os partidos têm pré-candidatas ao governo em menos da metade dos estados brasileiros. Em toda a história do país, apenas oito mulheres foram eleitas governadoras, sendo a última Fátima Bezerra. Esse número demonstra a dificuldade histórica que as mulheres enfrentam para alcançar posições de comando nos executivos estaduais.
Cenário da disputa presidencial e desafios partidários
A corrida presidencial também reflete essa desigualdade de gênero. Atualmente, há apenas uma pré-candidata à presidência da República. Outro fator preocupante é que cerca de 90% dos dirigentes partidários são homens, dificultando a ampliação da participação feminina na política. Para mudar esse cenário, é fundamental a implementação de políticas públicas voltadas para o empoderamento feminino na política.
O voto consciente e a importância da pesquisa
Ao votar, é importante que as eleitoras pesquisem as candidatas e suas propostas, indo além do critério de gênero. A escolha deve ser baseada em afinidades ideológicas e na capacidade da candidata de representar os interesses da população. O voto consciente é fundamental para uma maior representatividade feminina na política, mas sem abrir mão da análise criteriosa das plataformas políticas.



