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Mensalidades escolares devem ficar até 14% mais caras em 2025

Índice é três vezes maior do que a inflação dos últimos 12 meses; educador financeiro fala deste reajuste
Ficar até 14% mais caras
Índice é três vezes maior do que a inflação dos últimos 12 meses; educador financeiro fala deste reajuste

Índice é três vezes maior do que a inflação dos últimos 12 meses; educador financeiro fala deste reajuste

Para o ano letivo de 2025, Ficar até 14% mais caras em 2025, as mensalidades das escolas particulares devem sofrer um aumento entre 8% e 10% acima da inflação projetada para o final deste ano, estimada em 4,3%. Além das mensalidades, os pais também enfrentam custos adicionais como matrícula, material didático e uniforme, que costumam ter valores elevados e não inclusos na mensalidade.

Essa situação gera preocupação entre os pais, Ficar até 14% mais caras em 2025, especialmente diante da defasagem salarial que não acompanha esses reajustes, tornando difícil arcar com os custos escolares. Para discutir estratégias de negociação e planejamento financeiro, a CBN entrevistou Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira.

Descompasso entre reajustes e salários

Reinaldo Domingos destaca que os aumentos médios das mensalidades escolares giram em torno de 9% a 10% ao ano, enquanto os salários apresentam correção média de apenas 4,3%. Além disso, outros produtos e serviços essenciais para as famílias têm sofrido aumentos que chegam a 15% ou 20%, o que agrava ainda mais a situação financeira dos pais.

Segundo ele, diante desse cenário, é fundamental que as famílias adotem uma educação financeira mais rigorosa, controlando melhor seus gastos e evitando desperdícios para garantir recursos suficientes para a educação dos filhos.

Importância do planejamento e reserva financeira: Domingos enfatiza a necessidade de construir uma reserva financeira ao longo do ano para cobrir gastos sazonais, como matrícula e compra de materiais escolares, que não ocorrem mensalmente, mas impactam significativamente o orçamento familiar.

Ele explica que o orçamento familiar deve considerar todos os ganhos e gastos, incluindo despesas sazonais como matrícula, seguros e impostos, para evitar surpresas e garantir que o dinheiro esteja disponível quando necessário.

Dicas para negociar com as escolas

O especialista recomenda que os pais mantenham um diálogo aberto e transparente com a secretaria ou tesouraria da escola, apresentando a real situação financeira e buscando condições especiais, como parcelamento da matrícula ou descontos.

Ele sugere que os pais sejam sinceros ao expor suas dificuldades, ressaltando o tempo que o filho estuda na instituição e o desejo de continuar na escola. Argumentar que o aumento proposto pela escola não acompanha o reajuste salarial pode ser um ponto importante na negociação.

Além disso, Domingos aconselha os pais a pesquisarem outras escolas concorrentes, buscando condições mais vantajosas, e usarem essas informações para negociar melhores termos na escola atual. Muitas instituições oferecem descontos significativos, como isenção da matrícula ou redução nas mensalidades, para manter seus alunos.

Estratégias coletivas e pagamento à vista: Outra estratégia mencionada é a união de pais para pressionar coletivamente a escola por reajustes mais justos. Quando várias famílias apresentam a mesma demanda, a pressão tende a ser maior e pode resultar em melhores condições.

O pagamento à vista do valor anual também pode ser uma forma de conseguir descontos relevantes, que podem variar de 5% a 20%, dependendo da escola. Essa prática é vantajosa para as famílias que conseguem reservar o montante necessário e para as escolas, que recebem o valor antecipadamente.

Domingos reforça que quem tem reserva financeira tem maior poder de barganha, enquanto quem não possui recursos disponíveis acaba pagando mais caro.

Informações adicionais

Os reajustes nas mensalidades escolares são uma realidade que exige planejamento e negociação por parte das famílias. Construir uma reserva financeira, buscar diálogo transparente com as escolas, pesquisar alternativas no mercado e considerar o pagamento à vista são estratégias recomendadas para minimizar o impacto dos aumentos.

Além disso, a união entre pais pode fortalecer a negociação, especialmente quando as famílias demonstram interesse em continuar na mesma escola, mas encontram dificuldades financeiras para arcar com os reajustes.

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