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‘Mensalinho’ em Igarapava resulta na prisão de agentes públicos

Dois vereadores, dois comerciantes e três ex-vereadores foram presos pela PF em desdobramento da Operação Pândega
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Dois vereadores, dois comerciantes e três ex-vereadores foram presos pela PF em desdobramento da Operação Pândega

Dois vereadores, dois comerciantes e três ex-vereadores foram presos pela PF em desdobramento da Operação Pândega

Nesta terça-feira, a segunda fase da Operação Pândega prendeu sete pessoas em Igarapáva, incluindo dois vereadores suspeitos de receberem propina por meio de licitações fraudulentas.

Vereadores e Comerciantes Presos

Foram presos os vereadores Luiz Antônio de Souza, Cecília Carolina Silveira, João Gabriel Silveira, Ricardo Mateus e Jair Bisinoto, além dos comerciantes Bruno Jubat (filho de Jair Xavier), Marcia Maria da Silva (ex-mulher de Luiz Antônio Souza). A polícia apreendeu documentos e computadores em diversos mandados de busca e apreensão.

Esquema de Corrupção e Fraudes em Licitações

As investigações apontam que os vereadores recebiam propina desde 2013 para garantir apoio ao então prefeito Carlos Augusto Freitas. Segundo o promotor Adriano Mélaga, projetos de lei eram formulados com informações falsas para abrir brechas orçamentárias e viabilizar novas contratações e pagamentos. A descoberta desse esquema ocorreu após a prisão do ex-prefeito Carlos Augusto César, de seu irmão Sérgio Augusto de Freitas e outras quatro pessoas na primeira fase da operação (julho de 2017), que investigou fraudes em licitações de transporte de pacientes e estudantes.

Próximos Passos e Implicações

O Ministério Público investiga os suspeitos por organização criminosa, corrupção passiva e ativa, falsidade, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. Foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão em Igarapáva, Rifaina, Ribeirão Preto e cidades de Minas Gerais. Os próximos passos incluem oitiva de testemunhas, interrogatórios e o oferecimento de denúncia. A Câmara Municipal será notificada sobre o afastamento dos vereadores reeleitos. A operação pode ter desvendado um prejuízo de cerca de 30 milhões de reais aos cofres públicos. A prisão dos envolvidos é temporária (cinco dias), podendo ser prorrogada.

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