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Mentir no currículo: a ‘malandragem’, na verdade, é a própria armadilha

Pesquisa aponta que 69% dos recrutadores recusaram profissionais ao identificarem a tentativa de trapaça
Mentir no currículo
Pesquisa aponta que 69% dos recrutadores recusaram profissionais ao identificarem a tentativa de trapaça

Pesquisa aponta que 69% dos recrutadores recusaram profissionais ao identificarem a tentativa de trapaça

Uma pesquisa recente da consultoria Robert Half revela que cerca de 69% a 70% dos recrutadores já eliminaram candidatos por informações falsas no currículo. O dado foi debatido em uma conversa no programa Manhã CBN, onde especialistas lembraram que exageros aparentemente pequenos podem ter consequências duras para a carreira.

Pesquisa e magnitude do problema

O índice de confiança divulgado pela Robert Half aponta que a falsificação de informações é uma prática frequente e detectável nos processos seletivos. Segundo os participantes do programa, há dois momentos distintos em que a mentira traz problemas: antes da contratação, quando o candidato é eliminado; e depois da contratação, quando a descoberta pode levar a demissão por justa causa ou até a consequências legais em casos de documentos falsificados.

Mentiras mais comuns e os riscos

As omissões e exageros mais frequentes envolvem habilidades técnicas e proficiência em idiomas. Candidatos que se declaram proficientes em Excel ou em inglês costumam ser rapidamente desmascarados quando o entrevistador propõe uma prova prática ou conduz parte da entrevista no idioma alegado. O constrangimento é imediato e costuma encerrar a seleção.

Em situações mais graves, há relatos de falsificação de diplomas. Além de caracterizar crime de falsidade ideológica, a prática pode gerar responsabilização criminal e civil, especialmente em áreas que exigem registro profissional, como a medicina. Pequenas prefeituras ou empresas com menor capacidade de verificação são mais vulneráveis a contratações irregulares, mas a responsabilização pode ocorrer quando a irregularidade vem à tona.

Alternativas éticas para candidatos

Os especialistas que participaram do programa sugerem caminhos éticos para quem deseja disputar vagas acima do seu nível atual sem mentir. Entre as opções apontadas estão declarar transparência sobre lacunas de conhecimento, propor um plano de qualificação financiado parcialmente pelo próprio salário futuro e valorizar competências transferíveis, como raciocínio estratégico ou entendimento do comportamento do consumidor.

Para candidatos em início de carreira, a recomendação é reconhecer a curva de aprendizado e focar em demonstrar potencial e disposição para aprender, em vez de fingir competências. Empresas, por sua vez, reforçam processos de verificação e entrevistas técnicas para identificar inconsistências.

A integridade no processo seletivo preserva a imagem profissional e evita consequências que podem ir desde o bloqueio em sistemas de recrutamento até perdas legais e reputacionais. Por isso, especialistas reforçam que é preferível investir em qualificação real do que arriscar a carreira por um atalho fraudulento.

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