Em Holambra, investimento em tecnologia tem sido essencial para aumentar a eficiência na suinocultura; ouça o EP Agro
O mercado brasileiro projeta um aumento de 2, Mercado brasileiro projeta crescimento de 2,3%,3% na produção de carne suína em 2024, podendo ultrapassar 5 milhões de toneladas. Na região de Olambra, que reúne 15 criadores, o investimento em tecnologia tem elevado a eficiência nas granjas. Em Santo Antônio de Posse, uma granja familiar de imigrantes holandeses, atualmente administrada pelos primos Rafael e Collin, destaca-se pelo rigor sanitário e uso de tecnologia avançada.
Para evitar a transmissão de doenças, Mercado brasileiro projeta crescimento de 2,3%, todos que entram na granja passam por banho, troca de roupas e inspeção sanitária. A granja possui 2 mil matrizes, com reprodução 100% por inseminação artificial e controle individualizado das fêmeas por meio de chips que monitoram a alimentação. A climatização integral dos galpões mantém a temperatura e umidade controladas, protegendo os animais de condições climáticas adversas.
Na área de maternidade, os cuidados são intensificados para garantir a saúde dos leitões, que nascem em média 1.300 por semana, com até 18 filhotes por matriz. A granja também adota práticas sustentáveis, como a reutilização da água da chuva, armazenada em reservatórios com capacidade total de 88 milhões de litros, e a geração de energia a partir do biogás produzido pelo esterco dos suínos. Os resíduos sólidos e líquidos são convertidos em adubo, reduzindo o impacto ambiental.
Mercado da carne suína e da laranja
O ritmo acelerado das exportações e o aumento do consumo interno elevaram os preços da carne suína, que registraram alta pelo sexto mês consecutivo em outubro. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a carcaça especial suína foi vendida a R$ 13,18 por quilo no atacado de São Paulo, 1% acima do mês anterior.
Já o preço da laranja apresentou queda de 2,5% no início de novembro, após meses de alta, mas permanece significativamente superior ao registrado em 2022. A valorização se deve à redução da oferta causada por uma praga que afetou os pomares, os quais ainda estão em processo de recuperação.
Recorde nas exportações de café: O Brasil bateu recorde nas exportações de café em outubro, com quase 5 milhões de sacas de 60 quilos embarcadas, um aumento de 11% em relação ao mesmo mês de 2023 e 3% acima do maior volume já registrado, em novembro de 2020. O país tem conquistado mercados exigentes, como Estados Unidos, Reino Unido e Europa, com cafés diferenciados de alta qualidade.
Segundo José Carlos de Lima Jr., do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Ccafé), as exportações enfrentam desafios logísticos, como a escassez de contêineres, agravada por questões geopolíticas e comerciais. Para contornar o problema, os exportadores passaram a utilizar grandes bags para o transporte. Apesar disso, ainda há estoque considerável de café aguardando embarque.
O café é uma cultura perene e sua produtividade tem sido afetada por eventos climáticos anteriores, como a geada de 2021-2022. Chuvas recentes nas regiões produtoras de São Paulo e Sul de Minas têm auxiliado na recuperação das lavouras, mas a produção pode continuar impactada nos próximos anos.
Previsão do tempo e impactos na agricultura
Após um período de seca e temperaturas elevadas, as chuvas chegaram e têm se mantido frequentes na região Sudeste, beneficiando a agricultura ao manter as plantas em bom estado vegetativo. No entanto, a distribuição das precipitações tem sido irregular, com variações significativas em volumes entre áreas próximas.
Essa irregularidade está associada ao fenômeno La Niña, que mantém as águas do Pacífico mais frias e influencia o regime de chuvas. A tendência é de continuidade das precipitações e temperaturas amenas nos próximos meses, o que pode resultar em excesso de chuvas e períodos prolongados de umidade no verão, que começa em 22 de dezembro.
Abate de bovinos em Minas Gerais: Minas Gerais registrou aumento de 17,5% no abate de bovinos no segundo trimestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando mais de 189 mil animais abatidos, segundo o IBGE. O estado ficou atrás apenas de Mato Grosso nesse indicador, alcançando o maior patamar desde 1997.
A retomada das exportações brasileiras de carne bovina para diversos países tem impulsionado a demanda. O professor Davi Reis destaca que a estabilização dos preços internacionais e a superação de questões sanitárias contribuíram para a atratividade do produto brasileiro.
Para o gado de confinamento, o cenário foi positivo, enquanto os animais que dependem de pasto enfrentaram dificuldades devido à seca prolongada. Segundo Belquiórdio Souza, da Emater, produtores que manejaram bem os pastos conseguiram segurar os animais para obter melhores preços, enquanto outros precisaram antecipar vendas devido à baixa recuperação das pastagens.
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Esta reportagem integra o programa Epeagro da CBN, com versões em vídeo disponíveis no Globoplay.