Segundo diretor regional da Associação Paulista de Supermercados, orientação é evitar incentivo ao aumento de preços
O preço dos itens da cesta básica disparou, com alguns produtos apresentando aumentos de até 20%. Arroz, óleo e leite são alguns exemplos que impactam diretamente o orçamento familiar, principalmente em um momento de alta taxa de desemprego e redução do poder aquisitivo.
Supermercados com Estoque Antigos
Algumas redes de supermercados ainda comercializam parte de seu estoque antigo de produtos como arroz, óleo, leite e feijão, mantendo os preços anteriores ao aumento. Entretanto, essa prática tem sido acompanhada de limitação na quantidade por cliente, devido à grande procura e às margens negativas que esses produtos representam para os supermercados, que os revendem abaixo do preço de custo atual.
Ações da Associação Paulista de Supermercados (APAS)
A APAS orienta seus associados a manterem as margens de lucro praticadas antes da pandemia, evitando aumentos abusivos. A associação também sugere aos consumidores a substituição de itens com preços elevados por alternativas mais acessíveis, como macarrão. Apesar da redução da taxa de tributação em alguns produtos, como o arroz, a APAS reconhece que os efeitos dessa medida não são imediatos e que a oferta e a demanda continuam a regular o mercado. A alta exportação, impulsionada pelo preço do dólar, contribui para a escassez de produtos no mercado interno.
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Fiscalização e Preços Abusivos
O Procon monitora os preços, fiscalizando supermercados e exigindo a apresentação de notas fiscais. A APAS destaca que os supermercados apenas repassam os aumentos praticados pela indústria, e que a limitação de compras serve como medida protetiva para garantir o acesso de um maior número de consumidores aos produtos com preços mais baixos, evitando que um pequeno grupo acapare o estoque disponível.
Em resumo, a situação é complexa, envolvendo diversos fatores que impactam os preços dos produtos da cesta básica. A combinação de aumento de custos, alta demanda e escassez de produtos no mercado interno contribui para a dificuldade enfrentada pelas famílias brasileiras.



