Ouça a coluna ‘CBN Cerveja e Conteúdo’, com Bia Amorim
O mercado de cervejas artesanais no Brasil, apesar de representar apenas 1% do mercado total de cervejas, apresenta um cenário promissor. Com cerca de 400 fábricas registradas, o setor demonstra potencial de crescimento, embora a união entre as cervejarias seja um fator crucial para fortalecer sua posição no mercado.
Parcerias e Colaborações: Uma Receita de Sucesso
Apesar da competição limitada, as cervejarias artesanais demonstram um espírito colaborativo. Trocas de experiências, empréstimos de equipamentos e até mesmo colaborações em receitas são comuns. Essas parcerias resultam em cervejas colaborativas, edições limitadas produzidas em pequena escala e que unem a criatividade e o conhecimento de diferentes cervejeiros.
Cervejas Colaborativas: Sabores Inovadores e Experiências Compartilhadas
Exemplos de sucesso de cervejas colaborativas incluem a Six O’Clock da Invicta (com uma cervejaria americana), a Grande Encontro da Tupiniquim (com quatro ou cinco cervejarias), a Júpiter Talismã Sebastiana e a Penareia (Blondine com cervejaria nacional). Recentemente, uma colaboração em Blumenau envolveu 50 cervejarias, demonstrando a força da união no setor. Em Ribeirão Preto, a Will de Barel e a Seasons uniram-se para criar uma New England India Pale Ale.
Leia também
As colaborações internacionais também trazem novas perspectivas, introduzindo ingredientes inusitados e diferentes paladares. A utilização de frutas brasileiras nativas tem ganhado destaque, impulsionada por cervejeiros estrangeiros que buscam sabores únicos. O tempo de desenvolvimento dessas cervejas colaborativas varia bastante, podendo levar de alguns dias a vários meses, dependendo da complexidade do projeto.