Principal razão para o cenário é o aumento dos financiamentos bancários, que cresceram de 22% em janeiro para 52% em fevereiro
O mercado imobiliário de Ribeirão Preto e região apresentou crescimento expressivo nas vendas de imóveis usados em fevereiro de 2023, com alta de quase 86% em relação a janeiro. Segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), esse aumento se deve principalmente à flexibilização das taxas de financiamento bancário.
Financiamentos Bancários e a Alta nas Vendas
Em fevereiro, 52% das vendas foram financiadas por bancos, um aumento significativo em comparação aos meses anteriores. A principal razão para esse crescimento foi a decisão dos bancos de não repassar integralmente os aumentos da taxa Selic para os consumidores, resultando em taxas de juros mais estáveis e acessíveis. A Caixa Econômica Federal financiou 28% dos imóveis comercializados, enquanto bancos privados financiaram 24%. Esse cenário contrasta com janeiro, quando a taxa Selic em alta e seu repasse integral pelos bancos inibiram a procura por financiamentos.
Mudança no Perfil do Comprador e Opções de Pagamento
A pesquisa indica que, em meses anteriores, com taxas de juros mais elevadas, os compradores buscavam alternativas como pagamento à vista ou parcelamentos diretos com os vendedores, em planos que chegavam a 36 vezes com juros baixos. O aumento do emprego formal e a estabilidade nas taxas de financiamento bancário contribuíram para a mudança nesse perfil, impulsionando as vendas com financiamento.
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Perspectivas para o Mercado Imobiliário
Para os próximos meses, a expectativa é otimista, tanto para vendas quanto para locações. O ano eleitoral e a possibilidade de novas medidas governamentais, somadas à tendência de redução das taxas de juros, contribuem para esse cenário positivo. O Creci-SP recomenda cautela na busca por imóveis, sugerindo a utilização do site oficial (crecesp.gov.br) para evitar fraudes. Investir em imóveis é considerado uma boa opção, mas é importante estar atento à valorização especulativa que pode dificultar o acesso à casa própria para muitos.



