Ouça a coluna ‘CBN Multimídia’, com Edmo Bernardes
O Brasil se comprometeu a recuperar 12 milhões de hectares de áreas degradadas nos próximos 15 anos, um compromisso firmado na Conferência do Clima em Paris. Embora represente uma parcela dos 200 milhões de hectares degradados no país, o desafio de concretizar essa meta é considerável.
O Desafio da Recuperação de Áreas Degradadas
As áreas degradadas, frequentemente resultado de práticas agrícolas inadequadas do passado, apresentam um quadro de erosão avançada, com a formação de voçorocas e ravinas que impactam diretamente os rios. A recuperação dessas áreas não se resume a simplesmente adicionar solo, mas sim a implementar um processo de revegetação e plantio que promova a conservação e evite o agravamento da situação.
Exemplos de Recuperação e Geração de Renda
Existem exemplos bem-sucedidos de reflorestamento que, além de recuperar áreas degradadas, geram renda para os agricultores. O plantio de cafezais e árvores frutíferas, por exemplo, alia a sustentabilidade ambiental à econômica, contendo a erosão e proporcionando recursos financeiros adicionais.
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Sustentabilidade e Atividade Econômica no Agronegócio
A união entre agronegócio e preservação florestal é possível e vantajosa. Mesmo em áreas de preservação, a exploração sustentável pode gerar riqueza tanto para o proprietário rural quanto para o país, através da produção de produtos de alta qualidade com responsabilidade ambiental e financeira. Um exemplo notável é a produção de café gourmet a partir de grãos consumidos e excretados por aves jacus, transformando um problema em uma oportunidade de negócio lucrativa.
Ao adotar práticas sustentáveis, é possível gerar valor econômico e promover a recuperação ambiental, demonstrando que o desenvolvimento e a preservação podem coexistir de forma harmoniosa.



