O mercado imobiliário da região de Franca fechou 2025 com cenário aquecido nas vendas e estabilidade nas locações, segundo levantamento recente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRE) realizado com imobiliárias da cidade e da região.
De acordo com a pesquisa, as vendas de imóveis residenciais usados cresceram 24% em dezembro na comparação com novembro. No acumulado do ano, o incremento chega a 164%, indicando um desempenho positivo ao longo de 2025.
As casas lideraram as negociações, com aumento de 56% nas vendas, enquanto os apartamentos representaram 44% do total comercializado no período.
Perfil dos imóveis
Os imóveis mais vendidos em Franca concentram-se na faixa de até R$ 200 mil, com destaque para unidades entre R$ 150 mil e R$ 250 mil. São imóveis considerados mais acessíveis e funcionais, que atendem às necessidades básicas das famílias.
Casas e apartamentos de dois dormitórios e áreas entre 50 e 100 metros quadrados lideraram as negociações. O levantamento aponta que esse perfil reflete a busca por moradias com bom custo-benefício e facilidade de financiamento.
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O crédito imobiliário foi apontado como fator determinante para o desempenho positivo do mercado, viabilizando a compra principalmente para quem busca o primeiro imóvel.
Mercado de locação
No segmento de locações, dezembro registrou crescimento de 1,67% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, o saldo positivo chega a 241%, indicando recuperação gradual do setor.
Os aluguéis mais procurados ficam na faixa entre R$ 1.500 e R$ 2.000, valor compatível com o perfil dos imóveis residenciais mais demandados na cidade e na região.
Tendências
Segundo a arquiteta Brisa Quinchin, da Perplan, o comportamento do consumidor imobiliário passa por um período de transição. Mais do que estética, os moradores têm buscado conforto, bem-estar e qualidade de vida nos espaços.
Ela destaca que aspectos como luz natural, integração com a natureza, sustentabilidade e ambientes que se adaptem à rotina ganharam protagonismo, especialmente após a ampliação do trabalho remoto e dos modelos híbridos.
Para quem transformou parte da casa em escritório, a arquiteta orienta a separação, mesmo que simbólica, entre os espaços de trabalho e descanso, além de cuidados com ergonomia, iluminação e organização para garantir produtividade e reduzir o estresse.



