Quem explica sobre esses tumores e fala da importância do diagnóstico precoce é o oncologista Carlos Fruet
Julho se aproxima, mês dedicado à conscientização e prevenção do câncer de cabeça e pescoço. Essa doença se caracteriza por tumores em áreas como boca, língua, gengivas, amígdalas, faringe, laringe e tireoide. Para esclarecer dúvidas sobre o tema, conversamos com o médico oncologista Dr. Carlos Frue.
Sinais de alerta: quando procurar ajuda médica
Assim como muitos cânceres, o de cabeça e pescoço pode ser silencioso no início, ou apresentar sintomas inespecíficos. Uma aftas que não cicatriza em duas ou três semanas requer atenção. Outras feridas ou úlceras na gengiva, céu da boca, bochecha ou amígdalas também são sinais importantes. Caroços no pescoço que persistem por semanas, dificuldade para engolir (passando de alimentos sólidos para pastosos ou líquidos), são outros sintomas que exigem consulta médica imediata. A demora no diagnóstico, com 60% dos casos em estágio avançado, compromete a qualidade de vida e torna o tratamento mais doloroso e com maiores sequelas.
Tratamento e fatores de risco
O tratamento varia conforme o caso, podendo incluir cirurgia (inclusive robótica), radioterapia e quimioterapia. A detecção precoce otimiza as chances de cura e minimiza os efeitos colaterais, que podem incluir perda da voz ou necessidade de traqueostomia. Os principais fatores de risco são o tabagismo e o consumo de álcool, com o risco aumentado em 20 vezes quando combinados. Nos últimos 10 anos, observa-se um aumento de casos em pessoas mais jovens (35 a 50 anos), muitas vezes sem histórico de tabagismo, associado à infecção pelo HPV (papilomavírus humano).
É crucial procurar ajuda médica diante de qualquer sintoma ou alteração. A prevenção, por meio de hábitos saudáveis e relações sexuais protegidas, é fundamental para reduzir o risco desse tipo de câncer.


