Infectologista Karen Murejon, explica quais são os fatores de risco e os sintomas da doença; ouça o ‘CBN Saúde e Bem-Estar’
Julho é o mês de conscientização sobre as hepatites virais, um problema de saúde pública grave com diversas manifestações. Para entender melhor essa doença, conversamos com a infectologista Dra. Karen Murehon.
O que são Hepatites Virais?
As hepatites virais são inflamações do tecido hepático causadas por vírus (A, B, C e D, principalmente). A transmissão varia de acordo com o tipo de vírus: a hepatite A, classicamente, por água e esgoto contaminados; a hepatite B, por via sexual, de mãe para filho, sangue e saliva; e a hepatite C, por via sanguínea e sexual. Existem vacinas para hepatite A e B disponíveis pelo SUS, mas ainda não há vacina para a hepatite C.
Causas, Diagnóstico e Tratamento
Não há relação genética com as hepatites virais. A infecção ocorre de diversas maneiras. Para a hepatite C, o diagnóstico é crucial, especialmente em pessoas acima de 40 anos, devido à maior probabilidade de infecção antes da esterilização de seringas e agulhas. Felizmente, o tratamento para hepatite C é hoje mais simples e eficaz, e é fornecido pelo SUS. A transmissão da hepatite C por via sexual também tem aumentado, exigindo atenção em grupos mais jovens.
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Prevenção e Cuidados
A principal forma de prevenção é a vacinação contra as hepatites A e B. Práticas seguras como sexo seguro, não compartilhar seringas e agulhas, e o uso de preservativos são essenciais para evitar a transmissão. A gravidade da doença depende da imunidade do indivíduo e da agressividade da cepa viral. Hepatite A geralmente é branda, mas pode ser mais agressiva em alguns casos. Hepatites B e C, se não tratadas, podem evoluir para cirrose ou câncer de fígado.
Neste mês de conscientização, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para combater as hepatites virais. Procure informações e cuidados médicos caso tenha dúvidas ou sintomas.


