Ouça o quadro ‘A Cidade há 100 anos’, com Rosana Zaidan
Há 100 anos, a vida na cidade era diferente, inclusive no que diz respeito à criminalidade. Um levantamento de boletins de ocorrência da cadeia local, datado de outubro de 1915, revela um cenário de delitos mais brandos em comparação com os tempos atuais.
Crimes e Contraventores da Época
Os registros da época mostram um perfil de crimes e contravenções bastante peculiar. A maioria das prisões, 57 no total, foi por “desordem”, termo que englobava a bagunça e a perturbação da ordem pública nas ruas. Em seguida, com 21 casos, vinha a embriaguez, indicando que o consumo excessivo de álcool já era um problema, ainda que tratado de forma diferente. A lista incluía ainda “vagabundos” (6), presos por não estarem exercendo nenhuma atividade considerada produtiva, além de um caso de “gatuno” e duas tentativas de roubo.
A Leveza dos Delitos
O levantamento chama a atenção pela ausência de crimes violentos. O delito mais grave registrado foi “ferimentos leves”, com apenas quatro ocorrências. A diferença para os dias de hoje é notável, refletindo uma sociedade com menos violência urbana, pelo menos nos registros oficiais da cadeia local. Embora crimes passionais pudessem ocorrer em áreas rurais, o cotidiano da cidade parecia ser mais pacato.
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Homenagem a Arjimiro Akayaba
O levantamento também resgata a memória de Arjimiro Akayaba, jornalista do Jornal da Cidade, falecido há 101 anos. Akayaba é lembrado por sua brilhante atuação no jornalismo local, contribuindo significativamente para a história da cidade.
Os dados nos transportam para um tempo em que a criminalidade possuía contornos distintos, revelando aspectos interessantes da vida urbana de um século atrás.



