Brasil é um dos países que mais mata homossexuais; ouça o programa ‘Nossa Gente’ deste sábado (18)
A luta pela igualdade de direitos da comunidade LGBTQIA+ é o tema central de uma entrevista realizada na CBN com representantes de duas ONGs: a ONG Arco-íris de Ribeirão Preto, representada por Fábio de Jesus, e a ONG Primavera de Sertãozinho, representada por Paula Camargo. Ambas as organizações trabalham ativamente no combate à homofobia e na promoção da inclusão.
O trabalho das ONGs
A ONG Primavera, com 12 anos de atuação, desenvolve trabalhos de inclusão e capacitação, oferecendo apoio a pessoas LGBTQIA+. Seus projetos incluem palestras para profissionais de saúde e escolas, além de assistência a indivíduos que sofreram homofobia e transfobia. A ONG também realiza ações para integrar a comunidade e promove uma das maiores paradas LGBTQIA+ da região. A ONG Arco-íris, com 18 anos de existência, tem como objetivo levar direitos à população LGBTQIA+. Seus trabalhos incluem atendimento direto, parcerias com instituições como a USP para mutirões de retificação de nome e gênero, rodas de conversa sobre saúde mental, e a organização da parada LGBTQIA+ de Ribeirão Preto.
A importância do acolhimento e dos direitos legais
A entrevista destaca a importância do acolhimento familiar e social para a comunidade LGBTQIA+. Paula Camargo, mãe de uma criança trans, enfatiza a necessidade de amor, respeito e conhecimento para combater o preconceito. Fábio de Jesus relata sua experiência pessoal com homofobia na adolescência e a criação da ONG Arco-íris como resposta a essa violência. A discussão abrange a questão do nome social e da retificação de registros, incluindo o direito de crianças trans à mudança de nome em seus documentos. A ONG Arco-íris, em parceria com a USP, oferece assessoria jurídica para auxiliar nesse processo, além de outros serviços de apoio.
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A luta continua
A entrevista finaliza com a discussão sobre a importância do acolhimento, exemplificado pela experiência de Paula com sua filha. A ONG Arco-íris planeja inaugurar uma casa de acolhimento para pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade, um passo crucial para garantir o bem-estar e a segurança dessa população. A luta por direitos e pelo fim da LGBTQIA+fobia é apresentada como um processo contínuo que exige empenho, união e o apoio de toda a sociedade.



